PlayStation

Shaman King:
Spirit of Shamans

F I C H A T É C N I C A
Developer Dimps
Publisher Bandai
Estilo Luta > 2D
Data de Lançamento 06/06/02 (JP)
NOTA
7.5
Este jogo é pra…
( ) passar longe (X) dar uma jogadinha de leve ( ) dar uma boa jogada ( ) jogar freneticamente ( ) chamar a rua toda pra jogar (X) um tipo específico de jogador. Qual? Os fãs da série original ou pelo menos de animes como Digimon e Pokémon. ( ) incógnita
Shaman King é um anime no estilo Digimon de ser, com várias crianças manifestando poderes xamanísticos. Lá está o clássico protagonista com seu jeito sempre otimista e persistente, o amigo relativamente inseguro e desprotegido do primeiro (que precisará de sua ajuda inúmeras vezes no seu arco de desenvolvimento), o rival que depois se torna outro melhor amigo, e assim por diante. O estranho não é a conversão da produção animada para os videogames, mas ela ter vindo tão tarde, e para um 32-bit! De qualquer forma, o título não foi ocidentalizado: o enredo é baseado exclusivamente na primeira parte da aventura, e entendê-lo sem ter assistido o anime fica impossível aos analfabetos em japonês. Hoje com o youtube fica mais fácil: em meia hora podemos incorporar um resumo de obra análoga…

O diferencial de SK é o Soul System (Sistema de Alma). Cada convocador (xamã) tem a sua disposição espíritos superpoderosos que lutarão entre si (como dito, à la Digimon ou Pokémon), se bem que os humanos também podem participar do quebra-pau, até que seja determinado o rei dentre todos (ah, isso me lembra mais uma espécie de JoJo’s a partir da season 3 para crianças!). Tendo isso em mente, a inovação se dá quando um avatar na parte inferior da tela solicita que você pressione rapidamente uma tecla aleatória. Se o fizer no devido tempo (bem rápido), o medidor de “Over Soul” aumentará. Se chegar a 100%, os ataques supremos de cada personagem poderão ser lançados. Há outra forma de desencadear esse tipo de ataque mais forte, que é quando a energia vital estiver no vermelho (similarmente aos desperation moves dos games SNK).

Com exceção desses pinceladas, é um game absolutamente sem mistério. Pobre em variedade, até. Há 2 specials por personagem, mais o “ultimate special”, passíveis de execução através de um único botão, Quadrado. Os ataques comuns incluem um rápido (Triângulo) e um forte (Bola) e uma função muito particular de personagem para personagem que tem utilidade variável (de bloquear e refletir magias até esquivas e absorções), com X. Triângulo e Bola combinados podem gerar combos de até 10 hits, impossíveis de defender se bem-executados. Sempre que produzir um special attack pela primeira vez no atual combate, uma animação ocorrerá. Assim como as seqüências introdutórias, essa particularidade tem às vezes o dom de aborrecer os jogadores!
As maneiras de se divertir incluem um story mode, com desenvolvimento da biografia dos personagens, minigames entre as lutas normais e um chefe insanamente complicado de matar; o arcade mode, que retira todos os implementos citados para o modo estória e oferece apenas as lutas; survival (vários confrontos seguidos com a mesma life bar); deathmatch; e um versus mode para retirar as teias do segundo controle do seu PSX.

Na largada, são apenas quatro personagens (isso mesmo, 4!), um número irrisório para jogos de luta. A boa notícia é que terminando o modo estória outros xamãs e seus respectivos espíritos são habilitados. Mas não apenas o modo estória: explore TODAS as modalidades ao máximo, e coisas agradáveis tenderão a suceder… Personagens que se desenvolvem no story podem ser carregados para outras disputas através do memory card, mais ou menos como em Street Fighter Zero 3. No fim, são 20 personagens (aproximadamente!). Desculpem pelo spoiler, mas era necessário salvar um pouco a pele do game, que teria maiores chances de ser evitado se achassem que o máximo de personagens selecionáveis continuava indefinidamente naquela quantidade mínima.
Infelizmente, parte dos gráficos é em 3D (os espíritos). Quando se fala em adaptação de sucesso dos animes para o mundo dos games, a coisa mais imbecil que se pode fazer é converter os carismáticos traços do desenhista em bizarras criaturas poligonais pontudas cujos cabelos sequer balançam ao vento (vide Dragon Ball GT: Final Bout). Por ser de 2002, e não de 1997, não podemos reclamar avidamente dessa escolha, mas prefira contemplar os modelos dos humanos, no bom e velho 2D. Em uma iniciativa até rara, a abertura do game é idêntica à do anime (faixa Northern Lights), o que muito agrada os fãs. Ademais, para todos que conferiram a série no áudio original, as vozes das custscenes serão plenamente recordáveis!
Agradecimentos a Tenchizard do GameFAQs.
Por Rafael de Araújo Aguiar
versão 2 – 2012; 2023.
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