dragon slayer 6: the legend of heroes 2

pílulas de reviews rafazardly #61

o que é uma pílula? vários micro-reviews tematicamente relacionados numa só página ou um review único de menos de 800 palavras!

obs: nós não seguimos o acordo ortográfico lusitano de 2009!

PC-98, Genesis, SNES

+ FM Towns, Turbografx & Switch.

Dragon Slayer 6: The Legend of Heroes II

Dragon Slayer: Eiyū Densetsu II (JP)

F I C H A T É C N I C A

Developers Falcom / Alfa System / Sega / D4 Enterprise

Publishers Falcom / Hudson / Sega / Epoch / D4 Enterprise

Estilo Role Playing Game > Tradicional

Datas de Lançamento:

FMT

1993 (JP)

GEN

20/01/95 (JP); 03/03/09 (JP)

PC98

1992 (JP)

SNES

04/06/93 (JP); 01/08/98 (JP)

SWI

12/12/24 (EUA, JP), 19/12/24 (EUR)

Tgfx

23/12/92 (JP)

NOTA

7.4

Este jogo é pra…

(X) passar longe  (X) dar uma jogadinha de leve  (X) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (X) um tipo específico de jogador. Qual? Fãs infatigáveis de RPG.  (X) incógnita

Vida útil estimada: 59h

Vários anos se passaram desde que o príncipe Selios, protagonista de The Legend of Heroes I, derrotou o deus-demônio Agunija. A terra de Iseruhasa vive em paz. Selios se casou com sua cara-metade, a meiga Dina, e ambos tiveram um descendente varão, Atlas. Aos 15, Atlas já é um guerreiro de destaque, graças às lições do preceptor Lowel. O clima de sossego começa a mudar quando dois batedores descobrem duas estranhas criaturas perto da capital do reino. E para nós, os expectadores, eles são mais familiares: astronautas! Para ser mais preciso, homens em trajes de gravidade zero. Caídos neste mundo medieval, eles são compreensivelmente confundidos com monstruosidades. A dupla de astronautas – e qualquer outro eventual sobrevivente de sua tripulação – representará uma ameaça, ou vem em missão de paz? Um belo toque sci-fi à narrativa clássico-épica passada, acrescentando mais algum flavor e estimulando os players do primeiro TLoH a repetirem a dose!

Fotos da versão para PC-98

Este segundo episódio do SEXTO capítulo da multivariegada franquia Dragon Slayer e também inaugurador da franquia Legendo of Heroes é bastante simular ao primeiro episódio, que saíra para estes 6 consoles da headline mais Sharp X68000, PC-88 e MSX; i.e., similar ao menos nos departamentos gráfico e de mecânica de jogo. A maior mudança está na perspectiva em primeira pessoa nas batalhas. Outra de menor monta é que as cutscenes não se atêm só à introdução e ao epílogo: desta vez há mais delas espalhadas pela narrativa. O alcance dessa continuação é bem menor em primeiro lugar porque nem mesmo o PC Engine/Turbo CD recebeu uma localização para os Estados Unidos, o que a gente lamenta. Só muito recentemente, em 2024, o Switch trouxe a primeira versão localizada

Mais PC-98…

Mas em segundo lugar The Legend of Heroes II recebeu menos atenção mesmo por ter menos qualidade. O sistema de jogo apresenta algumas falhas gritantes anormais em termos de Falcom, que é quem deveria ter produzido o jogo em todas as suas instâncias. Quanto aos combates, ganhar experiência e dinheiro leva uma ETERNIDADE. Os inimigos mais fracos de uma nova região continuam precisando de uns 9 ou 10 turnos para caírem não importa o quanto você se aperfeiçoe! Os pontos e sobretudo o ouro acumulados crescem tão lentamente para os padrões de exigência da engine in-game que chega a dar pena de quem vai jogar. É compulsório travar em determinados pontos da narrativa, enrolando nas pradarias para melhorar a ficha dos seus personagens por HORAS até estar pronto (forte e bonado). Para se ter uma idéia, tive que vender todos os equipamentos e itens de inventário mais básicos — como ervas de healing e antídotos — para conseguir completar a grana que faltava sem perder mais uns 30 a 45 minutos em novas lutas desgastantes. Tudo para poder comprar escudos, elmos e espadas mais potentes.

 …mas o verdadeiro marco é a versão em disco para PC Engine!

Outra debilidade está no overworld map: toda a área de jogo de The Legend of Heroes I é coberta logo na primeira metade desta parte II, e por uns 75% do jogo será necessário fazer backtrackings por essas planícies manjadonas, só que dessa vez por baixo. Você não leu errado: usam-se diversas PASSAGENS SUBTERRÂNEAS, que são um mote central da storyline, faceta que será explicada aos jogadores logo nas animações iniciais. Pode-se imaginar como me senti claustrofóbico atuando neste Dragon Slayer!

As versões de SNES e MEGA só vieram confirmar o óbvio: processadores 16-bit são mais capazes de processar sprites que os de 8-bit. Ainda assim, o cartucho não roda as apresentações em tela cheia…

Esse é chamado por alguns de “o episódio mais fraco da saga Dragon Slayer”, portanto ideal para os completistas aficionados e mais ninguém – mas deve ter relação com a estranha ausência da Falcom do desenvolvimento de todas as fases ou da devida publicação do projeto em boa parte dos videogames listados acima!

Rafael de Araújo Aguiar é sociólogo não-praticante e um tanto apaixonado pela forma velha de se programar jogos

Lista de agradecimentos

MOBYGAMES.COM:

YID YANG

LepricahnsGold

GAMEFAQS.COM:

thumpin_termis

versão 2 – 2014; 2025.

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