blood gear (tgfx)

Turbografx-16

Blood Gear

F I C H A    T É C N I C A

Developer West One

Publisher Hudson

Estilo Action RPG > Side-scrolling

Data de Lançamento 28/10/94 (JP)

NOTA

7.7

Este jogo é pra…

(  ) passar longe  (  ) dar uma jogadinha de leve  (X) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (  ) um tipo específico de jogador. Qual? ______  (  ) incógnita

Esse é um daqueles jogos de que se não for atrás você nunca ouve falar nem sabe de ninguém que o tenha jogado. Normalmente quando se acham “tesouros” com essa caracterização, são jogos de tão baixa qualidade que o melhor seria que sequer tivessem sido lançados. Mas Blood Gear… é uma exceção e tanto. O game veio do nada e mexeu com os possuidores japoneses do PC Engine como um furacão, no fim da vida do console. Para quem ama RPGs mesclados com ação em side-scroll (Zelda II e afins), é um prato cheio. Quem curte batalhas de mechs, robozões gigantes, e passa o tempo livre assistindo animes, então… A verdade é que juntando duas das características acima você tem Front Mission Gun Hazard (outro jogo excepcional). Juntando os 3 (side scroll, mechs, anime) monta-se Blood Gear!

Observa-se nas imagens que, apesar de ser um traço de mangá, os olhos não obedecem àquele estereótipo de grandes dimensões. Há influência de HQs americanas nos desenhos, portanto, e essa fusão ficou no ponto.

Embora nada vistosos, são gráficos 2D dignos do panteão dos melhores de PCE. As animações e cores foram trabalhadas com cuidado. Há parallax em abundância e os níveis que contam com o recurso foram bem-selecionados. Os chefes são grandões, como gostam os hardcore gamers, e o último, em particular (a última fase inteira, aliás) é insano. O ending agrada o público a que o produto é destinado.

A gameplay se divide entre a ação ininterrupta com vista lateral e a exploração de cidades numa perspectiva overview. Quem conhece Exile I e II sabe do que estou falando. Monster World IV e Wonder Boy 3 e 5 seriam ótimos itens para comparar aqui também. De fato, a Westone, responsável pelos dois títulos supracitados, está listada nos créditos finais, por alguma razão…

O sistema de experiência funciona derrotando-se inimigos e posteriormente visitando lojas de mecânica, onde o RPGista tem livre-arbítrio para customizar os atributos baseado na escolha de peças novas. Cada um dos mechs (é possível jogar com todos de uma exaustiva lista) tem um top level distinto e experimentar o poderio total de cada máquina de guerra leva sempre muito mais tempo do que zerar o CD, o que significa que há um replay factor bastante incisivo.

Para compreender como as naves controlam basta ter jogado Cybernator (Assault Suit Valken) ou Target Earth (Assault Suit Leynos) (ambos no SNES). Há armas e escudos em profusão, a única falha sendo a raridade da munição, que não pode ser recarregada no meio da fase. Teria sido bem-vinda uma opção para contar com cintos de balas em volta do torso, o que o faria se sentir ainda mais como um Rambo do futuro…

Embora Blood Gear não registre seu tempo de jogo, estimo que eu tenha me aventurado por seus perigos durante umas 15 horas. Uma nota final é que o obstáculo da língua é praticamente inexistente. A estória é contada por muitas seqüências animadas e não dá para ficar travado, ainda que haja considerável quantia de menus, em nenhum trecho por mais do que poucos minutos. Mesmo alguém sem NENHUMA noção de japonês pode detoná-lo de cabo a rabo. Diversão old school garantida para nipo-entusiastas!

Rafael de Araújo Aguiar é sociólogo e um tanto apaixonado pela forma velha de se programar jogos…

Lista de agradecimentos

ArmamentArmedArm, thumpin_termis do gamefaqs

mobygames.com

versão 2 – 2013; 2025.

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