REVIEW N° 1086 DO 0LDBUTG8LD
Por Rafael “Cila” Aguiar
Genesis (Mega Drive) & Virtual Console (Wii)
M.U.S.H.A.: Metallic Uniframe Super Hybrid Armor
Musha Aleste: Full Metal Fighter Ellinor (Japão)
| F I C H A T É C N I C A |
Developer Compile
Publishers Toaplan (JP) / Seismic Software, Inc. (EUA) / Naxat (JP-Wii) / Sega (AUS-EUA-EUR-Wii)
Estilo Shoot ‘em up > vertical
Datas de Lançamento
JP – 21/12/90 / 01/04/08 (Wii)
EUA – 1990 / 19/01/09 (Wii)
OCE/EUR – 17/07/09 (Wii)
| NOTA (Este escore é uma média dos principais portais de games na web e revistas antigas quando for o caso, e também engloba a opinião dos gamers visitantes, além da crítica especializada; não necessariamente reflete meu ponto de vista.) |
8.4
| E S T E J O G O É P R A . . . | |
| ( ) passar longe | (X) dar uma jogadinha de leve |
| (X) dar uma boa jogada | (X) jogar freneticamente |
| ( ) chamar a rua toda pra jogar | ( ) uma incógnita |
| (X) um tipo específico de jogador Quem… Leia o parágrafo “CONCLUSÃO”! | Quem jogar este também poderá gostar de: Android Assault (a.k.a. Bari-Arm) (SCD) Lords of Thunder (SCD/Tgfx) (na trilha sonora) Robo Aleste (SCD) |
| FAIXA DE VIDA ÚTIL ESTIMADA |
2 a 10h

MUSHA/Aleste/Power Strike: uma série de vertical shoot ‘em up que durou 9 capítulos em mais ou menos 5 anos, espalhada por diversos consoles da Sega, portáteis ou não. Isso é que é uma EXPLOSÃO ININTERRUPTA E FRENÉTICA DE TIROS DE NAVE NO SEU MONITOR ANTIGÃO 4:3!


M.U.S.H.A.: acrônimo para algo como Super Armadura Metálica Híbrido-Compacta em Português. Não se assuste com o título: não será necessário ser fã de franquias como Transformers (bleargh!) para apreciar esta obra-prima cult, dispendiosa, apelona e atraente. Seu nome desde que ligar o Mega Drive será Terri (Ellinor no Japão e na Europa), e você é uma loli ruivinha, ou, enfim, uma beldade japonesa maior de idade (com o artwork não dá pra saber!), simplesmente nascida para pilotar mechs (robozões/naves espaciais) cujo esquadrão inteiro foi dizimado pelo inimigo, Dire 51, restando como última sobrevivente e louquinha para se vingar. Este inimigo de nome estranho era para ser uma super-inteligência artificial que proveria a harmonia sideral, mas seus circuitos saíram das órbitas, como aquele HAL 9000 de um mega-clássico do cinema… Pois é, agora a humanidade da era da colonização espacial toda está em risco e blá, blá, blá…

MUSHA é o quarto capítulo da série Aleste, que começou ainda no MSX. O capítulo seminal chegou ao Ocidente com o nome de Power Strike, mas suas seqüências diretas, Aleste Gaiden e Aleste 2, não. Como com qualquer shooter espacial, não é preciso saber o enredo dos predecessores para desfrutar de umas boas horas de tiroteio intergaláctico; aliás, duvida-se que se perca alguma coisa desconhecendo a própria estória deste episódio em si…

GAMEPLAY
MUSHA é frenético, mas vai deixar seus dedos e sentido da visão igualmente acurados com o passar dos minutos, então não há mal algum nisso. Um shoot ‘em up 16 bits sem compromissos, como deve ser. Para resumir o bagulho doido, você tem 3 power-ups principais: o Blazing Beam (tiro verde em linha reta), o Vanishing Buster (uma bomba com um raio considerável) e o Defensive Detonator, um escudo que de bônus ainda mata os inimigos que entrarem em contato. Cada uma dessas armas pode ganhar 4 melhoramentos, ampliando o nível de destruição/defesa. Ser atingido uma vez não mata, mas deixa sua nave peladinha e zerada de upgrades, e você vulnerável e na situação à beira da morte (mais outro tiro e já era). Fórmula básica destrinchada com sucesso! Adendo: se estiver achando as coisas muito difíceis, sobreviva pelo menos até o quarto level e apanhe o power-up do ESCUDO AZUL – tenho certeza que novatos no gênero estarão aptos a zerar a fita com essa verdadeira “manha” embutida no próprio progresso linear do jogo, de tão apelão que o item é!

Outros power-ups indiretos incluem mini-jets que lutam a seu lado temporariamente. Existem diferentes classes de “apoiadores” ou “auxiliares” (6) e é possível revezar 2 delas ao mesmo tempo. Eles são acumuláveis e podem ser alternados contanto que estejam em seu inventário atual.

GRÁFICOS & ESTÉTICA
O enemy design é variado e criativo acima da média – dá pra ver como os chefões são invocados pelas fotos (essas cabeças sempre me dão medo)! As fases são conhecidas por misturar ambientação futurista com arquitetura tradicional japonesa, um colírio e tanto. Destaque para o nível 3 com sua caverna claustrofóbica banhada a lava… Os estágios são um pouquinho longos, mas a tela muda tanto as formas e cores que não deixa o jogador-expectador enjoado.

TRILHA
O chip Yamaha do Genesis é testado às maravilhas graças ao compositor Toshiaki Sakoda. A trilha tende para o eletrônico/MIDI-rock épico-progressivo. Coisa melhor teria de esperar a era dos CDs para acontecer (veja cabeçalho do review para dicas de games similares)…

CONCLUSÃO
Uma “nuvem de tiros caleidoscópica” é a melhor definição para MUSHA. Especialmente indicado para os amantes do gênero e – por que não? – de uma estética aprazível que excite e relaxe os olhos ao mesmo tempo!
CURIOSIDADE: M.U.S.H.A., O REI DOS LEILÕES
Tradução do depoimento de um colecionador de raridades anônimo:
“A dificuldade de achar o cartucho original hoje em dia (depois de 1998, na verdade) é inacreditável. Mesmo a cópia usada. Não sei se a culpa foi da Seismic por lançar poucas unidades ou se há um frenesi entre colecionadores do gênero ou do Mega Drive, que acabam rareando as alternativas ‘pagáveis’ para o simples mortal. Poderia até ser questão de ‘preço que emula a qualidade’, mas convenhamos que nenhum jogo de videogame tão antigo deveria custar acima dos 2 dígitos! Pode pesquisar: talvez de todos os jogos de Genesis, esse seja atualmente o mais caro nos sites de compra e venda. Quase sempre MUSHA e Crusader of Centy alternam de posição nesse ‘ranking dos milhões’.”
Outro depoimento, dessa vez identificado:
“Eu vi uma cópia à venda na convenção de jogos antigos de Seattle ano passado [2016] pela bagatela de 350 dólares.”
— Jeff Rud (@electricviking no twitter)
O veredito, do reviewer do site SegaDoes, respondendo o comentário acima:
“Nenhum jogo vale 500 dilmas [adaptado, hehe], não importa quão bom e épico. Aos colecionadores, ou àqueles que simplesmente querem possuir o produto sem precisar piratear, resta recorrer ao catálogo do Virtual Console, opção infinitas vezes mais acessível (ou, para ser franco, 10 a 20 vezes, levando em conta o custo do download)!”
Lista de agradecimentos pela cessão de informações e imagens
GAMEFAQS.COM
MOBYGAMES.COM
RETROARCHIVES.FR
SEGADOES.COM:
Antonio Rodriguez
Dylan Cornelius
Ghee Buttersnaps (@MetalFRO no twitter)
ifkz

versão 2 – 2020; 2025.
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