skeleton warriors (sat)

Saturn

Skeleton Warriors

F I C H A   T É C N I C A

Developer Neversoft

Publishers Playmates, Virgin

Estilo Ação > Plataforma 2D

Datas de Lançamento 22/05/96 (EUA), 01/09/96 (EUR)

NOTA

5.9

Este jogo é pra…

(  ) passar longe  (X) dar uma jogadinha de leve  (  ) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (  ) um tipo específico de jogador. Qual? ______  (  ) incógnita

Trazido pela Neversoft (Tony Hawk’s), Skeleton Warriors para Sega Saturn é um 2D platformer na tradição de Castlevania e Shinobi. Por infortúnio, como seu ano de lançamento marca o auge do fetiche poligonal, os desenvolvedores se sentiram na obrigação de jogar elementos 3D no caldeirão só para piorar a receita. SW se ambienta num reino aparentemente no meio-termo entre a superstição das magias e bruxarias e o advento das máquinas na Revolução Industrial. O balanço do mundo se deve a uma relíquia conhecida como o Lightstar Crystal (Cristal da Luz Estelar). Algumas pessoas querem quebrar esse equilíbrio por motivos pessoais. O Baron Dark (Barão Negro!) tenta roubá-lo. Em seu caminho, o heróico Príncipe Lightstar (que belo cartel de nomes, hein…). A batalha começa e quando finalmente o Barão consegue pôr as mãos no cristal ele se transforma num esqueleto vivo. Aparentemente, o cristal tinha o poder de transformar qualquer pessoa mal-intencionada na forma mais condizente com seu interior ou qualquer coisa do gênero.

Você pode imaginar que não é nada fácil viver como um esqueleto. As pessoas tendem a sair correndo e gritando, cães o perseguirão sem descanso, e é complicado arrumar encontros sem nenhum pedaço de carne ou órgãos internos! Então, o Barão Negro faz a coisa mais lógica para alguém em sua situação… Convoca um exército de guerreiros esqueléticos e declara guerra à humanidade!! Prince Lightstar terá mais essa dor de cabeça pela frente…

Com um dos piores enredos de todos os tempos, Skeleton Warriors ainda consegue ter apelo no coração dos jogadores old school, saudosos de um 2D com feeling clássico. O detalhe é que a ação não é toda bidimensional. Seria mais correto taxar o título com a odiosa pecha do “2.5D”. Há vários níveis em que o príncipe pilota uma motocicleta invocada atrás de itens enquanto desvia de perigos (chega mais, Nicolas Cage!). São fases, apesar da premissa interessante, tão monótonas quanto o filme Motoqueiro Fantasma e que não são capazes de esconder o aspecto de “fillers”, servindo quando muito para aumentar a extensão do game. Além desses estágios poligonais, as fases em 2D têm câmeras posicionadas em diferentes ângulos para tentar passar uma sensação de profundidade que não existe na prática.

São 21 fases, contando a chatice da pilotagem em 3D, contra as hordas de Baron Dark. Ninguém pode culpar a Playmates por propaganda enganosa, já que se tem alguma coisa em abundância aqui são os esqueletos e caveiras! De posse duma espada, o objetivo principal é ficar com cãibras de tanto reduzir esses malditos a pó. Os soldados vêm em diferentes formas e tamanhos. E o Barão tem algum tipo de pacto obscuro com outros seres infernais também, já que mutantes como bestas e monstros tentarão impedir seu progresso juntamente com os ossudos. O vilão até conseguiu voltar a população inteira de um vilarejo de macacos (Simian) contra o príncipe!

Lightstar pode usar sua espada em algumas configurações, como quando executa um ataque aéreo e dá uma cortada direto na cabeça da vítima. Uma acrobacia meio matrixiana é quando ele está agarrado a uma beirada e salta com um vigor tal que consegue atacar os inimigos que estão sobre a plataforma por cima, invertendo a situação de inferioridade. O mais empolgante em sua jogabilidade, não obstante, é a possibilidade de usar as almas dos inimigos falecidos contra os que ainda estão vivos (?) querendo seu sangue. Quando um esqueleto é desmontado, ele não está de fato, ainda, morto. Ele deixa para trás, ao lado da pilha de ossos, um cristal luminoso que seria sua alma. Se o jogador demorar muitos segundos, o cristal remontará os pedaços do cadáver e ele estará intacto e pronto para a revanche. Coletando o cristal em tempo, ele fortalecerá sua espada. Você poderá lançar almas pelo cume de sua lâmina, para acertar os inimigos à distância. Pode-se acumular quantas bolas de energia/almas se quiser!

Os gráficos são renderizados. Na escala normal estão ok, mas quando o zoom aumenta os sprites se mostram datados. As áreas a explorar são vastas e diversificadas: cavernas subterrâneas, fábricas futuristas e até uma vila de macacos, como dito. Só que os artistas da produção usaram só cores muito escuras. Posso entender as razões, dada a temática do jogo, mas ao mesmo tempo as fases se tornaram mortas além da conta. A trilha sonora ajuda a embalar o jogador, graças ao talento de Tommy Tallarico, na chefia do departamento sonoro.

Skeleton Warriors não é um game ruim, ainda mais considerando que é baseado na licença de uma linha de brinquedos que definitivamente não colou. Embora as fases 2D sejam divertidas, parece que as armadilhas e os saltos requisitados não se modificam nunca, como se os programadores tivessem esgotado sua criatividade no meio do processo. Não ajuda ter de dirigir uma motoca em trajetos imbecilóides vira e mexe. Os controles podiam ter sido refinados. Lightstar pode demorar a executar algumas ações, mas nada tão grave quanto na versão de PlayStation, que mereceria talvez só metade dessa nota do Saturno (um 3 e meio estaria de bom tamanho)!

Lista de agradecimentos

YusakuG do gamefaqs

mobygames.com

wordreference.com

versão 2 – 2013; 2025.

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