art of fighting anthology (ps2 & ps4)

review 0ldbutg8ld #1135

obs: nós não seguimos o acordo ortográfico lusitano de 2009!

Por Rafael “Cila” Aguiar

PlayStation2 & PlayStation4

Art of Fighting Anthology

Ryuuko no Ken: Ten-Chi-Jin (Japão)

F I C H A    T É C N I C A
Developer(s)
SNK Playmore (PS2), SNK Corporation (PS4)
Publisher(s)
SNK Playmore, Crave (EUR), SNK Corporation
Estilo(s)
Ação > Luta 2D > Old school
DATA(S) E REGIÃO(ÕES) DE LANÇAMENTO
PS2
11/05/06 (JP), 17/05/07 (EUA), 21/06/07 (JP, SNK Best Collection), 08/02/08 (EUR)
PS4
29/08/17 (EUR, OCE), 30/08/17 (EUA)

Também incluso na(s) compilação(ões):

NeoGeo Online Collection Complete Box Joukan (PS2)

Quem jogar este também poderá gostar de:

(Em vermelho, os jogos que já revisamos – se não estiver linkado, ainda não foi “upado” no novo blog.)

Real Bout Fatal Fury (ARC/NEO)

Street Fighter III: 3rd Strike – Fight for the Future (ARC/PS2/PS3/360)

NOTA(S)

(Cada escore é uma média dos principais portais de games na web e revistas antigas quando for o caso, e também engloba a opinião dos gamers visitantes, além da crítica especializada; não necessariamente reflete meu ponto de vista sobre o jogo.)

6.1

ESTE JOGO É PRA…
(X) passar longe(  ) dar uma jogadinha de leve
(  ) dar uma boa jogada(  ) jogar freneticamente
(  ) chamar a rua toda pra jogar(  ) uma incógnita
(X) tipos específicos de jogador. Quais? 
  • No máximo, quem sente nostalgia lembrando de Art of Fighting 3 (especialistas em fighters lentões ainda jogáveis)!
FAIXA DE VIDA ÚTIL ESTIMADACerca de  22h.

Uma das primeiras franquias de porrada da SNK, Art of Fighting (1992-1996) certamente tem nome no gênero. Seu conceito beira o minimalismo: garota seqüestrada na mesma South Town de Fatal Fury, irmão e namorado se juntam a fim de resgatá-la (tropo Double Dragon). A execução interativa desta fórmula, no primeiro episódio, é que está bem aquém. Esta antologia da SNK Playmore nos lembra dos vários equívocos e das poucas qualidades que a trilogia AoF introduziu no mercado.

Obedecendo rigorosamente ao roteiro, no primeiro Art of Fighting você só pode controlar um dos dois mocinhos, Ryo ou Robert. O segundo game não possui enredo, mas todos os lutadores da primeira versão + newcomers são, felizmente, controláveis, incluindo a própria garota resgatada após o primeiro episódio, Yuri Sakazaki, mostrando que bonecas não são nada frágeis. AoF3: Path of the Warrior (POW) se dá vários anos após o primeiro e o roster é basicamente formatado para incluir apenas figuras inéditas (a SNK tinha desses rompantes, quando de repente decidia reformular séries que possuíam vários capítulos parecidos, o que também incluía uma faxina e atualização dos sprites e character designs – vide Real Bout; incidentalmente AoF3 é o jogo de luta mais bonito da era pré-Street Fighter III, confira última foto).

GAMEPLAYS

O episódio seminal apresenta alguns dos controles mais irresponsivos, duros e prenhes de lag de toda a indústria do ramo, além de um zoom dinâmico que seria até charmoso se não fosse nauseante! Honestamente, os ataques só funcionam quando a engine quer, pouco importando as condições do input. Perde-se as contas das vezes que se é derrotado unicamente por culpa da engine, que escolhe não detectar seus movimentos e comandos. O Deep Uppercut, sabem os controladores, é IMPOSSÍVEL de sair!

A continuação melhora só de leve nessa questão central e adiciona alguns graves defeitos originais também. Os ataques são agora sensíveis à pressão, o que significa que um chute forte é acionado quando se aperta de maneira forte o botão de chute. Péssima idéia. O mais das vezes o jogador acaba acionando soco e chute leves no lugar de pesados.

Essa é a interface do jogo no PlayStation4.

POW é um grande update na série, tornando a engine quase irreconhecível (no bom sentido). A sensibilidade no toque das teclas foi completamente abolida, evitando o pior cenário.

AoF2

Art of Fighting – a franquia – estrela uma barra spiritual secundária que é pré-requisito a fim de lançar determinadas magias. Pode-se recarregar dita barra segurando uma das teclas ou fazer uma taunt (provocação) ao oponente para reduzir a dele. Esse conceito é hoje batido, mas essa foi a primeira série, o primeiro jogo de luta a incluir uma segunda barra, uma que não fosse apenas para a vida do boneco. Fora isso, no entanto, o jogo está tão obsolescido quanto poderia estar, com meros clichês do gênero. Super moves foram adicionados em AoF2, para não dizer que este título só se caracteriza pela patacoada em relação à sensibilidade das teclas!

A característica mais lembrada do trio AoF, em resumo, é que a engine é injusta e ROUBA na cara dura. Seus ataques (pense em 2 iguais) farão dano diferente conforme a conveniência da CPU. O mesmo chutaço poderoso que você desferiu há 5 segundos fará, no repeteco, apenas ¼ do dano, porque o inimigo está em suas últimas forças – um papo meio “uma técnica repetida duas vezes não funciona contra o mesmo Cavaleiro”! Muitas vitórias escapam com a CPU dispondo só de um fiapo de energia, não é mania de perseguição. Na outra mão, adivinhou quem pensou que um mero jab do oponente, quando de interesse, detona facilmente sua life bar. Você terá um ataque de ira quando um jab throw, bem mais potente que um jab, for incapaz de realizar qualquer estrago nas forças hostis. Fora que o boneco da CPU é sempre mais rápido e preciso do que quando você controla o mesmo avatar. Espere por blocks que sempre acertam o frame, por exemplo, menos quando você é que executa o block!

AoF1 foi o primeiro jogo de luta a contar com 2 barras por lutador, a segunda representando “magia” ou disponibilidade para lançar ataques especiais e não a vida restante.

AoF2 deveria ter minimizado os horrores, mas fez o contrário, tornando o arcade mode basicamente impossível. A IA será inclemente mesmo no easy. Zerar AoF2 não é menos grandioso do que executar um milagre. Reza a lenda que no catálogo do Neo Geo Art of Fighting 2 consegue estar no pódio da dificuldade, entre tantos porradeiros insanos! POW salvou a série, simplificando a gameplay a ponto de deixar o jogo zerável! O easy finalmente será… easy.

AoF3

EPÍLOGO

Todos os games são bem raquíticos, possuindo apenas dois modos, os conhecidos Arcade e VS. A antologia acrescenta um music player para as 3 trilhas inteiras mais um customizador de cores que permite redefinir tudo, das roupas e tênis até cor da pele e dos fios de cabelo!

Depois de todos esses anos, Art of Fighting, por razões históricas, ao menos, mereceria receber uma bela maquiagem, um remaster ou re-imagining, quem sabe. Mas tivemos de nos contentar com uma mera reexibição de suas pouquíssimas virtudes e seus exagerados defeitos. O tempo não foi muito piedoso com esta trilogia clássica, incluindo o personagem Dan Hibiki, criado pela Capcom como sátira dos protagonistas de AoF!

֍

Lista de agradecimentos pela cessão de imagens e informações:

GAMEFAQs:

ModestJ

GrAyEeWoLf

Polymathic

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Bass_X0

Saikyo_Mog

versão 1

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