street fighter collection (ps & sat)

Por Rafael de Araújo Aguiar

PlayStation & Saturn

Street Fighter Collection

Compilação de Super Street Fighter II (CD1), Super Street Fighter II Turbo (CD1) & Street Fighter Zero 2 Gold (CD2)

F I C H A    T É C N I C A

Developer Capcom

Publishers Capcom, Virgin

Estilo Luta

DATAS DE LANÇAMENTO:

PS

23/10/97 (JP); 30/11/97 (EUA); 07/98 (EUR)

SAT

18/09/97 (JP); 30/11/97 (EUA, EUR)

NOTAS

8.2 (PS) | 8.5 (SAT)

Este jogo é pra…

(  ) passar longe  (X) dar uma jogadinha de leve  (X) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (X) chamar a rua toda pra jogar  (X) um tipo específico de jogador. Qual? Ah, os old times…  (X) incógnita

Super Street Fighter II, o mais antigo da trinca, foi lançado nos Arcades em 1993 (o primeiro título da renomada placa CPS2 da Capcom), tendo chegado aos videogames caseiros bombasticamente em julho de 1994 (Super Nintendo e Sega Genesis). O jogo marcou a primeira aparição de 4 novíssimos personagens no universo Street Fighter: Cammy, Dee Jay, T. Hawk e Fei Long. Além disso, o conceito artístico da série foi reformulado e os personagens ganharam feições mais animezadas, deixando os bonecos seguramente mais expressivos, afora o novo locutor. Com respeito ao som, que consiste nas mesmas faixas musicais com levíssimas alterações no tempo das composições, o acorde destoante se localiza nos efeitos: o volume de algumas vozes está muito mais elevado que a média. O referido narrador parece um tenor de ópera, ou seja, está no lugar errado; e os gritos de Guile sofreram do mesmo mal, de modo que jogar com ele fica mais esquisito que nas versões passadas, e ele aparenta lançar suas magias com maior ímpeto do que o resto e sofrer mais dores ao apanhar, porquanto os samples dos demais fighters se encontram normalizados, baixos em contraste! Bizarramente, por causa disso, a opção mono acaba deixando as tais gravações de voz mais claras que em stereo! Outro detalhe: como nos fliperamas de SSF2 e SSF2T (abaixo), a música acelera quando seu life está perto de ir para as cucuias, agregando adrenalina!

Graficamente, temos uma das artes 2D mais memoráveis de todos os tempos. Os bonecos são grandes e bem-animados para a geração 16-bit, mas não fazem feio diante de alguns jogos 32-bit. A paleta de cores foi enriquecida para valorizar as emoções, o que é particularmente notável no estágio de Balrog, em Las Vegas. Em geral há mais quadros de animação nos backgrounds, como no famoso estágio urbano pequinês de Chun-Li, em que aparecem ciclistas dando vôos rasantes com suas magrelas, e um ou outro curió que pára de pedalar a fim de dar aquela conferida na batalha que se desenvolve em primeiro plano!

Bumbum empinadinho, é assim que se faz! Aliás, é muita gostosura pra 2 lutadoras só!

* * *

Super Street Fighter II Turbo foi lançado nos Arcades em dezembro de 1994. Chegou na casa de alguns gamers pela primeira vez em maio de 1995, para o desconhecido 3DO. Esta é a “semi-seqüência” do SSF2 tratado acima, oferecendo opções para intensificação da velocidade, uma nova cinematic de abertura e um adensamento do sistema de jogo através do implemento de novos golpes, super combos e tech hits. Por fim, Akuma se tornou o chefe escondido da trama e até um personagem selecionável, com base em código secreto.

Vamos citar um exemplo prático dessa reforma na engine de SF2: Zangief ganhou um movimento chamado de “luva verde” que permite-o aparar projéteis e absorver 100% de seu dano; mas é complicado utilizar o recurso direito, porque o timing tem de ser rigorosamente obedecido. Alguns da velha guarda consideram as novas velocidades um fator que degrada o charme do original, pois os combates ficam tão frenéticos, quando o turbo está ligado no máximo, que às vezes é difícil entender o que está rolando!

* * *

Street Fighter Zero 2 Gold é um Arcade edição de luxo para Street Fighter Zero 2 que jamais havia saído do Japão antes dessa conversão para Saturn e PlayStation dentro da coletânea. O ganho pode ser aferido em novos personagens, exatamente o que Super Street II havia promovido com relação ao tronco SF2 original.

Recordando aos mais desligadinhos, a série Zero/Alpha (e particularmente Zero 2, o episódio mais elogiado da trilogia) trouxe uma lufada de ar fresco à série, na maior reformulação de elenco da franquia de porrada desde SF2 e até os anos de Street Fighter III. Rolento de Final Fight, outro game da companhia, foi trazido de volta, para contracenar com personagens que já haviam ressurgido em SFZ1, Guy e Sodom. Debutando por completo nos games está Sakura, uma colegial que idolatra Ryu, e que adota conseqüentemente muitos de seus próprios golpes com o fito de quebrar os adversários. Sujeitos aposentados há um longo tempo ganharam uma nova chance, tal qual Gen, de Street Fighter I. Seu maior atrativo é poder mudar de estilo de arte-marcial a qualquer momento. Akuma, o über-boss de Super Street Fighter 2, já inicia como selecionável, bem como M. Bison, o mais popular dos vilões da empreitada. Por falar em chefe, ele é basicamente individual neste jogo: vai depender de quem você escolhe saber quem se enfrenta por último. Os maiores destaques do add-on “Gold” são, nominalmente, a presença de Cammy e de Evil Ryu como hidden characters.

O enredo é um dos fortes da sub-série Zero

* * *

Se faltou alguma coisa nos CDs de SF Collection? Talvez Street Fighter I, o primeiro e único, pelo supremo bem do sentimento nostálgico! Mas ficaria para uma próxima…

Lista de agradecimentos

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