metal gear (nes)

pílulas de reviews rafazardly #22

o que é uma pílula? vários micro-reviews tematicamente relacionados numa só página ou um review único de menos de 800 palavras!

obs: nós não seguimos o acordo ortográfico lusitano de 2009!

Por Rafael “Cila” Aguiar

Nintendo Entertainment System

Metal Gear

F I C H A    T É C N I C A
Developer(s)
Konami
Publisher(s)
Konami, Ultra (EUA)
Estilo(s)
Action Adventure
DATA(S) E REGIÃO(ÕES) DE LANÇAMENTO
22/12/87 (JP), 06/88 (EUA/EUR)

Também incluso na(s) compilação(ões):

Metal Gear Solid: Master Collection Vol. I (PS4/PS5/SWI/XSX)
Metal Gear: Special Disk (GC)

Quem jogar este também poderá gostar de:

(Em vermelho, os jogos que já revisamos – se não estiver linkado, ainda não foi “upado” no novo blog.)

Snake’s Revenge (NES)

NOTA(S)

(Cada escore é uma média dos principais portais de games na web e revistas antigas quando for o caso, e também engloba a opinião dos gamers visitantes, além da crítica especializada; não necessariamente reflete meu ponto de vista sobre o jogo.)

7.4

ESTE JOGO É PRA…
(X) passar longe(  ) dar uma jogadinha de leve
(  ) dar uma boa jogada(  ) jogar freneticamente
(  ) chamar a rua toda pra jogar(  ) uma incógnita
(  ) tipos específicos de jogador. Quais? 
FAIXA DE VIDA ÚTIL ESTIMADACerca de 18h.

Após a boa recepção européia e nipônica do primeiro Metal Gear no MSX2, a Konami sentiu-se impelida a converter o jogo para maiores audiências em consoles de massa. O principal alvo eram os norte-americanos detentores de um NES. A subsidiária Ultra acabou se encarregando do projeto, que não contou com a intervenção do legendário autor da obra, Hideo Kojima. E aí principiam os problemas de Metal Gear NES, em que o conceito do original não foi preservado, tornando-se mais um run ‘n’ gun do que um stealth game.

O enredo foi desnecessariamente mutilado e, na verdade, deliberadamente alterado. Que o videogame possua suas limitações e a gameplay tenha de ser mudada é compreensível, mas que a trama tivesse de sofrer censura ou distorções é algo que não se pode tolerar. Aqui, em detrimento do Big Boss, um tal Colonel Vermon CaTaffy (grafado dessa forma bisonha), um pastor mongoliano que enlouqueceu, é o tal líder terrorista de Outer Heaven. Apesar do nome Metal Gear, nem a arma foi respeitada: em seu lugar foi inserido um supercomputador, enfrentado logo num dos primeiros níveis em vez de no fim. “Ahhh, vou manipular seus movimentos com a tecla Ctrl, apagá-lo do tempo com a tecla Del, extinguir esse universo com Esc! VOCÊ NUNCA IRÁ ME DESTRUIR, MWA-HA-HA!…”

Não há muito o que falar da gameplay de uma forma geral, já que se trata de um título genérico. Três ou quatro hits esvaziam sua barra de life. Pode-se optar por continuar sempre, não havendo continues ou game overs, mas sempre se recomeça da infame primeira tela (a menos que você tenha auferido posições no ranking resgatando reféns). A única canja é manter os itens do inventário. Diferentemente da versão MSX é impossível salvar seu progresso. No lugar, um sistema de passwords de cerca de duas dúzias de caracteres, palavras-chave longas demais.

Os gráficos são piores que a versão original, e isso não por culpa da Ultra ou da Konami. Mas o que é sem dúvida culpa dos programadores é a forma como escolheram fazer sobressaltar essa piora gráfica. Tome-se como exemplo a selva do prólogo, que não convence como selva. Esse cenário sequer existia no original, game de ambientação cem por cento urbana. A CPU é muito inferior, em comportamento e visual, à do clássico de MSX, e o simples fato de acessar seu inventário desencadeia respawn de inimigos instantâneo na tela. É bizarro, mas ao mesmo tempo não é difícil despachá-los com balas ou socos uma segunda vez (malgrado a péssima hit detection para socos e combate corpo a corpo).

֍

Lista de agradecimentos pela cessão de imagens e informações:

GAMEFAQs:

EDDY555

RJHarrison

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