REVIEW N° 1059 DO NEWGEN (5 REVIEWS EM UM, MAS VOU CONTAR COMO UM SÓ!)
SÉRIE DE JOGOS CONTRA-INDICADA PARA MENORES DE 18 ANOS
RESENHA APENAS PARA MAIORES DE IDADE, COM CONTEÚDO IMAGÉTICO INAPROPRIADO E EXPLÍCITO.
PC Engine, PC-98, PlayStation, Saturn & Super Famicom







V.G.: Variable Geo
(PC-9801)
Advanced V.G.:
Advanced Variable Geo
(PC Engine / PlayStation / Saturn)
V.G. II: The Bout of Cabalistic Goddess
(PC-9801)
Super V.G. – Variable Geo
(Super Famicom)
Advanced V.G. 2
(PlayStation)

F I C H A S T É C N I C A S
Developers Giga / TGL
Publishers Giga / TGL / Success
Estilo Luta > 2D > Eroge
DATAS DE LANÇAMENTO:
PC98
09/07/93 (JP); 25/11/94 (JP)
PCE (Tgfx)
22/07/94 (JP)
SNES
21/07/95 (JP)
PS
19/04/96 (JP); 23/09/98 (JP); 27/02/03 (JP, SuperLite 1500 Series, AVG1&2)
SAT
14/03/97 (JP)
PS3
25/03/09 (JP, AVG1)
NOTAS
5 (PC98-VG1) | (sem nota) (PC98-VG2) | 5.1 (PCE) | 7.7 (SNES) | 6.6 (PS/SAT) | 7.9 (PS-AVG2)
ESTA SÉRIE CHEIA DE TESTOSTERONA E HORMÔNIOS É PRA…
(X) passar longe (X) dar uma jogadinha de leve (X) dar uma boa jogada (x) bater punheta freneticamente (XX) chamar a rua toda pra jogar (X) um tipo específico de jogador. Qual? O amigo pilhado da turma que topa qualquer parada, inclusive jogar jogos ruins (não que VG seja necessariamente ruim, mas é a opinião de muita gente, e pode ser a dos seus vizinhos e chegados também!); nerds esquizofrênicos que não resistem a namoradinhas virtuais; capcom-êmulos; sinceramente, depende de muitas circunstâncias, esta é uma recomendação imprevisível! (XXX) incógnita
Vida útil estimada de cada episódio da série, em média: 22h30
V.G.: Variable Geo

Alerta geral: Variable Geo é um jogo de luta pornográfico! Todos os participantes são mulheres e o prêmio por vencer um round é submeter a oponente a cenas de humilhação e strip-tease forçado. Se você considera esse um conceito ofensivo e vulgar ou não tem idade para testemunhar essas coisas (hentai), hora de fechar a aba do seu navegador!
“Um” jogo de luta pornográfico, vírgula: dentre eles, é uma lenda. Além de bundas, airbags e rostinhos sensualistas, a série Variable Geo foi uma das únicas do ramo a apresentar uma gameplay algo elaborada e atrativa. Infelizmente essa é uma verdade factual para a série, que viria a se estender por muitas gerações e consoles, sempre evoluindo, rendendo frutos até os dias atuais, mas não para o capítulo inaugural, que desabrochou num periférico limitado e pouco indicado, sobretudo, para fighters. O NEC PC-98, que não deve ser confundido com o sistema operacional Windows 98 de Bill Gates, era o cume do desajeitado para títulos de porrada. Imagine soltar um hadouken num teclado! Só japonês mesmo!… Não ajuda saber que além dessa limitação congênita há muitos outros defeitos e pragas co-habitando no Variable Geo seminal. Bom, toda franquia tem que começar de algum lugar, correto? Ânimo, então!
Criou-se um campeonato de artes-marciais em que só garçonetes podem participar. Você não leu errado e isso não é uma metáfora! O jogador assume forçosamente o controle de uma das funcionárias sangue-quente de um restaurante para quebrar mais do que bandejas e taças na cabeça das colegas de profissão. O enredo fica mais bizarro que um gibi dos X-Men dos anos 90 com a vinda das continuações, mas quanto a Variable Geo 1 não temos nada muito além do que já foi dito. Mais adiante, no entanto, veremos que a indústria da clonagem não perdoa nem as garçonetes e que alguém achou que convocar uma Deusa Garçonete de volta ao mundo dos homens (bem, tecnicamente não há nenhum homem aqui além do reviewer Cila) via magia negra seria uma ótima idéia!

A arrogância é a palavra-de-lei em V.G. e nenhuma garçonete pode se tornar uma celebridade ou uma campeã sem aceitar os termos da competição maluca: seu corpo não é mais seu assim que você perder. Algumas das punições, sobretudo as parciais (reversíveis durante uma melhor de 3), são brandas, como esfregar a genitália na toalha-de-mesa enquanto serve o café do cliente. Já outras são mais cruéis e censuráveis: ser amarrada por bandagens de macramé e exposta ao ridículo e ao abuso de quem estiver em volta, entre outros constrangimentos. Que tipo de degenerescência mental faria garotas com empregos respeitáveis colocarem em risco suas reputações através de uma simples assinatura no papel? Isso não é da sua conta, o negócio é apenas apreciar! Se pensarmos bem, o conceito deste game/anime interativo é tão boçal e insano, mas ao mesmo tempo tão óbvio, que nos perguntamos duas coisas: 1) por que cada um de nós não inventou isso em primeiro lugar?; 2) não seria uma paródia do gênero shounen (estórias para meninos, a grosso modo), por “inversão”? Todos os characters tiveram seu sexo invertido e seu senso de aventura e heroísmo se tornou gratuito, tragicômico. É como uma saga estilo Dragon Ball ou Inuyasha desnudada de toda sua pretensão. E as namoradas que fazem cu doce devem se cuidar, porque a concorrência sem frescuras pode bater à porta a qualquer momento e mostrar aos antigos otakus espinhentos e sem moral como é que se bate um papo reto sem sofrimentos (isto é, só para quem tem pinto)!

Despindo um pouco o véu da vaidade e da sacanagem, Variable Geo é, esteticamente, feio, e a contagem de frames é terrível. E esse é o problema fundamental também da gameplay. Os movimentos são saltados (não existem quadro-a-quadro, são em suma imperfeitos) e portanto a porrada pode vir “do nada”, sendo indefensável para o jogador. Meu nível de exigência não são animações à Street Fighter III para esta obra de PC98, mas ao menos uma que permitisse uma jogabilidade mais honesta. O fator estratégia fica todo prejudicado.
A parte das cinematics, não obstante, está bem acima dos gráficos in-game. Parecem até dois jogos distintos num só. A Giga caprichou na dose animesística. Os characters animados pela empresa já têm certo estilo de traçado singular, e acho que a proposta encaixou bem com as ninfetas de V.G. As garotas ficaram com um aspecto facial um pouco menos realista do que no “hentai médio” (não que eu passe horas a fio vendo hentai para estabelecer o que seria um padrão no gênero, que isso!). As expressões são exageradas e enfatiza-se mais o caráter de humilhação da indecência, pelas caras e bocas contraídas e assustadiças das beldades, do que propriamente o nu (não significa que o material deixa de ser chocante – aliás, penso o contrário!). A escolha da Giga pode ter sido pensada com base na seguinte noção: se eu não panfletar este game como um hentai gratuito, puro e simples terei mais chances de vender bem, já que o PC98 não tem mesmo quase nenhum jogo de luta e esse pode muito bem ser, a despeito de sua mediocridade, o melhor de todos!
A trilha sonora parece a de Street Fighter II remixada. O que não é ruim. SF2 chegou aos píncaros da qualidade técnica no início da década; nada estranho que nele fosse incessantemente buscada inspiração. O narrador também é streetfighteriano; mas, se me permitem, tenho uma comparação melhor: parece com a voz do Big Bird (Garibaldo) da Vila Sésamo!

Para quem ainda não sacou o espírito, Variable Geo é um fighting old school, sem todos aqueles supermoves brilhosos na tela, nem sequer cadeias de combos ou mesmo balance testing meticuloso (para que todos os personagens e táticas tenham tantas desvantagens quantos benefícios ou que essa relação seja o mais eqüitativa possível). Ou seja, é basicamente um jogo datado. Alguns jogos datados ainda podem ser divertidos, e é por isso que sua recomendação é uma incógnita, como eu afirmei no cabeçalho. Sempre gostei de Real Bout Fatal Fury, embora ele coma pó e detritos em relação a, vamos dizer, BlazBlue, que vem levantando poeira e radicalizando geral nas novas gerações. Ser datado não implica necessariamente ser ruim.
Mas no caso específico de Variable Geo 1 vamos dizer que este é um datado um pouco mais datado, graças aos defeitos que já nasceram com o produto! Como dito, não saber qual é a trajetória de um golpe, porque o personagem não executa o movimento em todas as suas etapas, fere bastante a gameplay. Não tem como parar um adversário humano a não ser pela sorte ou leitura da mente. Felizmente ou infelizmente (?), a inteligência artificial é acéfala. Repetir inúmeras vezes um ataque também é uma tática que deixa um dos lutadores em vantagem, porque sua personagem parecerá sempre um segundo à frente, tomando a iniciativa e impedindo qualquer mínima abertura de janelas para contra-golpes ou a defesa do segundo jogador. Num game contemporâneo, “balanceado”, isso jamais ocorreria depois de um rigoroso beta testing da equipe!
Quer uma dica? Opte pela garotona mais alta de cabelo branco (a eterna vilã, por sinal, como veremos nos próximos reviews, mais abaixo) e você vai seguir voando até o final. Rápida como ninguém, seus golpes tiram mais energia que os de qualquer outra e ela não tem nenhuma fraqueza sensível. Invulnerável diante de outras lutadores nas mãos de um veterano. Além de tudo, tem a melhor anti-air sequence e os counters mais perfeitos!
Por que eu gasto tantas palavras para analisar um “old fighting que nem merecia ser jogado”? Me pergunta o rafazardly-addict, a essa altura. Porque só assim fãs do gênero o conhecerão e poderão jogá-lo. Independe do “merecer” ou “fazer por onde”. Além disso, jogos “envelhecidos” podem ganhar dinâmicas e atualizações impensadas conforme o modo de jogar e a tática dos gamers mude, graças ao transcorrer das décadas. Digo isso porque, embora os conceitos “combo” e “jogos mentais e psicológicos” não existissem quando deste lançamento primevo, hoje hardcore fighters o jogam ou jogariam assim. Se você escolher jogar no old-fashioned style, ou seja, como Variable Geo “deveria ser jogado” quando veio ao mundo, é provável que escolha jogar apenas de 1 e se deleite mais com as porn scenes do que com a gameplay – e as porn scenes são mais cômicas do que excitantes, ao meu ver, por envolverem uma extrapolada carga de sadomasoquismo! Neste caso, pegue a nota atribuída ao jogo original de PC98 lá em cima e desconte 2 pontos (5 – 2 = 3). Mas se você quiser diversão e descompromisso, chame a galera e reinvente a jogabilidade de VG!

Algumas das cenas de fim de 1º round não são explícitas!
Exceção feita à última chefona, perante a qual você não poderá brincar em serviço e terá de levar essa orgia (de socos e chutes) realmente a sério (sim, o último chefe é uma gata gostosa que não vai te dar raiva, bom, pelo menos, digamos, a raiva vai ser combustível para não ter mais raiva dela quando tudo acabar, se é que você me entende…): ou joga direito e sugando o máximo que pode do seu limitado personagem, ou vai continuar chupando o dedão do pé dela sem poder vê-la nuazinha. Inverta a situação, submeta a vadia! Depois de se estressar algum tempo com isso, esqueça o arcade mode e se concentre nas 2-player sessions avacalhadas…

Não é – de verdade! – o que você está pensando…
Este game foi recriado sob a alcunha Advanced VG para Turbografx/PC Engine/Turbo CD (nanoreview n.2, logo abaixo). A engine deu um pulo de gato entre uma aparição e outra. Resolvi separar a análise das versões dos dois sistemas para que o gamer não perdesse a organização didática das imagens, essas deliciosas pics – opa, quase escrevi algo totalmente errôneo aqui! – cheias de beldades agressivas e pixelizadas.
Beijo na bunda, até segunda!
Advanced V.G.: Advanced Variable Geo
(versão PC Engine/Turbografx CD)




Ojogador poderá selecionar uma lutadora de uma impressionante (para a época) lista de nove, constelação da qual faremos o spoiler de 8 estrelas, ignorando a hidden character: Yuka Takeuchi, a garçonete que protagoniza a série, uma espécie de “Ryu feminino” que está começando a questionar sua própria existência como vinha sendo levada até aqui; Manami Kusunoki, uma criatura que é uma gracinha e toda esquisitinha, com suas luvas felpudas de gato, que eu espero que seja maior de idade pelo bem da consciência do gamer quando ele se trancar no banheiro após 2h de jogo, e que não seja irmã da Chibi-moon (porque eu não agüentaria tê-la de cunhada!), cujo estilo de luta me lembra mais o selvagem abacate amazônico Blanka do que qualquer outra coisa meiga que me venha à cabeça; Satomi Yajima, a perita das chamas; Ayako Yuki, a wrestler; Jun Kubota, outra wrestler, mais apelona ainda; Elirin/Elli Lynn, uma coelhinha que parece exportada diretamente da mansão do velho Hefner; Kaori Yanase, a geek kickboxer; e Reimi Jahana, uma chefinha francesa fedida, apesar do nome oriental, mais conhecida como Miranda Priestly em sprites (confira o imperdível comparativo visual no fim desta matéria!).
A intelectual X a madura – estereótipo? Não, cara, deixa de paranóia!
Como a maioria dos jogos de luta a partir dos anos 90, Advanced Variable Geo oferece duas modalidades single-player: Normal mode, em que se pode enfrentar qualquer uma escolhendo também qualquer uma; e Story mode, onde só o que vale é progredir sobre o controle de Yuka enfrentando suas principais rivais na ordem lógica preestabelecida pela CPU. Não esqueçamos também do obrigatório Versus mode para 2 jogadores. OBS: Já que AVG é, mais do que nunca, um êmulo de SF2, recomenda-se o uso de joysticks de 6 botões.


Diria que com o aperfeiçoamento gradual das animações o jogo foi se tornando erótico até na gameplay!
Adivinha só: Advanced V.G., que já se tratava de um remake, foi posteriormente relançado para Super Famicom sob a égide da big censura da “Big N” e uma nova denominação ainda mais tira-onda, Super Variable Geo. Antecipamos que não foi a cessação do movimento: o PlayStation e o Saturn ganhariam suas versões em 96 e 97, respectivamente. Uma edição especial de colecionador ainda estaria disponível para os consumidores sonistas, vindo em caixa grande e com peças de um quebra-cabeça para montar! A seqüência inédita, Advanced V.G. 2, seria concretizada no eterno favorito PSX em 1998. Sigamos para vasculhar pelo menos um pouquinho de cada um destes jogos citados e ter uma palhinha da mulherada presente!



Sim, existe um story mode que se leva a sério!
V.G. II: The Bout of Cabalistic Goddess
Depois das 6 garotas do “grupo Jahana” (a Miranda de VG, relembrando) terem lutado entre si no último (e primeiro) torneio Variable Geo, uma outra lutadora chamada Kotoe Kashima, que vem a ser a rival de infância de Reimi Jahana, toma a iniciativa de organizar o novo torneio sadomasô que o Japão tanto adora, intitulado dessa vez “Bout of Cabalistic Goddess”, não sem motivos, já que tudo não passa de um disfarce para um mega-ritual de magia negra destinado a ressuscitar uma cruel deusa das lutas. Uma cadeia de restaurantes se mobiliza novamente para divulgar e vender os direitos de transmissão do espetáculo, e novas e velhas garçonetes habilidosas em artes-marciais acabam por se inscrever. Em resumo: mudou só o nome do torneio e a vilã principal; o conceito permanece o mesmo.

Ela está brava porque nenhuma loja vende sutiãs do tamanho dos dela
The Bout of Cabalistic Goddess é o segundo da série Variable Geo, embora seja o terceiro na cronologia (é a continuação legítima, não se trata apenas de um remake). É um game praticamente proscrito, pois mesmo análises completas dele são raríssimas no Ocidente, principalmente devido ao pesado conteúdo pornô, verificado aqui no rafazardly, o portal da verdade! Nunca VG seria, de novo, tão explícito e sacana como foi neste episódio…
Ué, se não tem “cuecas” no jogo, quem poderia ter feito isso com as pobres donzelas?!?
Mas, gameplay-wise, como se diz por aí, o template da mecânica não foi substancialmente mexido: as melhores de 3 do story mode seguem intactas. 5 personagens são debutantes. Como antes, a derrotada passa por vários vexames, humilhações e perversões de natureza sexual. São 3 cenas eróticas por garota, mas é impossível ver todas de uma vez, ganhando a batalha, porque não acontece uma cena por round, como no original. Adicionando replay value para o gamer-bronha vencer outras vezes o mesmo duelo, até conseguir assistir todas as poses eróticas com a ajuda da sorte? Quem sabe foi essa a idéia!

Os cenários são bem legais, pena que ninguém comprará o jogo por causa deles!
Você de novo, cosplay da Chibi-moon?
As fotos desta porção da matéria irão demonstrar o óbvio (se é que você se importa com o in-game ou só abriu esta matéria para bater sua santa punheta de cada dia): em que pese ser um jogo mais recente que Advanced V.G., possui gráficos piores, pois continua a rodar no antiquado PC98.
Meteorologistas prevêem para hoje uma chuva de cor alva nos restaurantes mais refinados de Tóquio
Super V.G. – Variable Geo


Como era de se prever, a primeira grande versão mainstream, de Super Nintendo – assim como as outras a partir daí –, já não conta com conteúdo pornográfico explícito; apenas insinuações de sensualidade (em tons mais corajosos que nos 32-bit, todavia). As imagens abaixo contêm spoilers perto do fim, então não recomendamos deslizar o carrossel para a direita (nem ler a legenda) e pular para o próximo review caso você ainda pretenda finalizar com cada character e descobrir os finais por si só.

Apesar de ser uma série escrachada e sacana, alguns elementos melodramáticos foram incluídos na narrativa, como o fato desta lutadora (fotos 6 e 7) entrar no campeonato só para pagar a cirurgia do enfermiço irmãozinho mais novo. Alguns desses momentos foram transplantados para a animação produzida anos depois devido à sólida fanbase de tarados sentimentais que a série erigiu nesses anos de “lançamentos lubrificados” nos consoles!
Advanced V.G.: Advanced Variable Geo
(versões PlayStation & Saturno)
Advanced V.G. 2
Advanced VG1 (PlayStation):
Sempre esses ângulos esquisitos nas cinematics!



Sakura, é você?


Não é a Miranda Priestley?
Aversão “Advanced 2” de PSX é mais do que um remake do sucesso de PC Engine: gráficos hiper-melhorados (Advanced 1 já o era em relação ao Turbo CD, mas Advanced 2 superou os limites do próprio 2D gerado pelo PlayOne) e recorde de personagens no quebra-pau da série (12 habituais mais 2 secretas), marca que se manteria imbatível pelo menos durante os anos 90. Dentre os novos rostinhos (e pernocas ágeis), destacamos: Tamao, a “Lillith rip-off” do CD (de Darkstalkers) e melhor amiga e fã da protagonista Yuka; Kyoko, a parceira de Ayako, que ao invés de lutadora de MMA é uma dançarina estilo Shaka (não é contração de Shakira), isto é, nunca abre os olhos! Saki, o clone com clitóris de Iori Yagami; e a quarta guerreira é mais um clone… mas de alguém do próprio jogo dessa vez – o palette-swap de Yuka Takeuchi, cuja existência se explica não por preguiça de design da desenvolvedora mas pelas loucuras sci-fi do enredo (ã-rã, fingimos que acreditamos)!

Advanced VG2:
O mais divertido dos capítulos Advanced é evoluir com seu personagem no Story, adquirindo com o tempo e à força de muita transpiração e chão molhado (não interpretar a frase a gosto) super e ultra moves (golpes especiais que consomem uma ou duas barras de poder, como nos Street spin-off da Capcom). OBS: as seqüências animadas possuem sérios problemas de lip-synching (a famosa Síndrome de Dublagem do Chaves).

* * *
RECOMENDAÇÃO: Se você preferir uma all-girl fighting series apenas levemente erótica, tente Asuka 120%. Mas se seu negócio é explorar strip-teases e humilhações aliadas a uma mecânica bem-elaborada, a pedida é mesmo Taisen Hot Gimmick. O detalhe é que esta franquia não é de jogos de luta, mas de Mahjong, aquele xadrez japonês maluco. Há múltiplas versões para Arcade e PC (sem o -98 na frente).
TRIVIA: Variable Geo tem um anime, que nasceu inteiramente do jogo, do ano de 2003. Não é ruim, mas não é um clássico, também! Confira se você gosta de boas estórias e simpatizou com as personagens da trama. Eu vi um episódio para poder repassar um feedback mais amplo e, bem, eu diria que é bem mais soft porn do que o jogo (e do que eu esperava), então o foco está realmente no story-telling!
Rafael de Araújo Aguiar – também conhecido como “Cila” nos círculos íntimos – é funcionário público na área da educação e um tanto apaixonado pela forma velha de se programar jogos
Lista de agradecimentos
GAMEFAQS
TheSAMMIES
Death Eating Man
Shinji
Tropicon
ShinraCloud
Ex2
PDragon
MOBYGAMES
Cor 13
VIDEOGAMEDEN.COM/
HONESTGAMERS
Zigfried
versão 2 – 2015; 2024.
® 2002-2024 0ldbutg8ld / RAFAZARDLY!


































































Deixe um comentário