prince of persia: the sands of time (gc/pc/ps2/x)

GameCube, PC, PlayStation2 & Xbox

Prince of Persia:

The Sands of Time

Prince of Persia: Jikan no Suna (Japão, PS2)

F I C H A    T É C N I C A

Developer Ubisoft

Publishers Ubisoft, ak tronic (EUR, PC), Sold Out (EUR, PC)

Estilos Action Adventure / Beat ‘em up / Puzzle

DATAS E REGIÕES DE LANÇAMENTO POR HARDWARE:

PS2

10/11/03 (EUA), 21/11/03 (EUR, OCE), 02/09/04 (JP), 2004 (EUA, Greatest Hits), 2004 (EUR, Platinum)

GC

18/11/03 (EUA), 20/02/04 (EUR)

X

18/11/03 (EUA), 20/02/04 (EUR), 2005 (EUA, Platinum Hits), 23/10/17 (EUA, Games on Demand), 24/10/17 (EUA, Xbox Store)

PC

02/12/03 (EUA), 05/12/03 (EUR), 2005 (EUR, Green Pepper edition), 06/10/06 (EUR, Sold Out edition), 21/11/08 (EUA, Steam)

Incluído nas compilações:

Prince of Persia Triple Pack (PC)

Ubisoft Action Adventure Collection (PC)

Ubisoft Classics (PC)

NOTAS

8.6 (GC/PS2)

8.7 (X)

8.3 (PC)

Este jogo é pra…

(  ) passar longe  (  ) dar uma jogadinha de leve  (X) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (  ) um tipo específico de jogador. Qual? ______ (  ) incógnita

VIDA ÚTIL ESTIMADA: 15 a 20h.

“As Areias do Tempo” (canonicamente Prince of Persia 4) é a volta triunfal de um clássico side-scroller de PC em roupagem completamente 3D, desta vez acertando a fórmula (poucos conhecem o primeiro PP tridimensional, de PC e Dreamcast, fracasso de crítica). A ação é bastante fluida e frenética, e até iniciantes poderão lidar com o nível de dificuldade das fases.

Parece que nem todos os príncipes árabes são vadios que passam o dia inteiro contando petrodólares e chicoteando inocentes: o protagonista da vez é uma realeza que não pestaneja em arriscar a própria cabeça em infiltrações atléticas e acrobáticas pelos castelos e masmorras dos rivais políticos… Dessa vez, o rei foi o principal responsável pela confusão: em seu nome, o príncipe rouba a Adaga do Tempo dos tesouros de uma nação vizinha. Depois, ao roubar outro dos tesouros, uma grande ampulheta, algo dá muito errado… O objeto se quebra e a areia que estava dentro dos vidros começa a se espalhar como uma névoa por todo o reino, transformando a guarda local em “zumbis de areia”, na falta de um termo melhor. O próprio príncipe, o vizir do reino (que não passa de um traidor pusilânime, tendo inclusive incitado o invasor a roubar os objetos) e uma jovem chamada Farah estão entre os escassos sobreviventes do incidente. A narrativa é tão envolvente quanto a mecânica de jogo, e abraçará o jogador com força a partir de então…

A parte boa é que o personagem continuou com a adaga mesmo depois da confusão, e poderá usá-la para se defender, o que obviamente é a melhor forma de ataque (embora ele também possa fatiar os outros – cortar areia?!? – com a cimitarra-padrão)! Mas tal objeto possui propriedades sagradas que excedem a lâmina cortante: é tanto a chave para solucionar o mistério do tempo quanto uma chance que o príncipe tem de se tornar imortal (sempre que ele morre pode ser trazido de volta, graças a sua mágica). A possibilidade de game over, ao contrário do Prince of Persia original, está praticamente descartada…

A ação é completamente linear e quase nunca causará desprazer ao jogador. Talvez a facilidade com que se avança seja danosa apenas ao antecipar o perecimento do produto, já que cedo todos os desafios terão sido superados! Os save points estão em profusão, em intervalos curtos o suficiente para não obrigar o gamer a sentar várias horas em frente à TV a cada vez.

Um dos destaques é a versatilidade do protagonista. Como se fosse um Homem-Aranha do Oriente Médio, o príncipe desafia a gravidade, pula de parede em parede, corre por superfícies improváveis, se equilibra diante de abismos, balança-se em mastros, e muito mais. Na data de lançamento, 2003, parecia o protagonista de jogo mais bem-animado da História. Pode até ser que estejamos esquecendo alguém e que o Príncipe da Pérsia não fosse o número 1 nesse quesito àquela altura, mas certamente ele entrou para o livro dos recordes como o mais rápido em subir escadas!

Não há segredo maior (talvez na excitante narrativa, apenas) do que saber apertar as teclas no tempo certo e observar os detalhes de cada cômodo atentamente, pois sempre há algo, muito ou pouco óbvio, para fazer, mesmo que haja uma porta trancada ou você pareça estar em um beco sem-saída. Normalmente, erros não são fatais (e mesmo que sejam, recorde-se, pode-se tentar de novo infinitas vezes), pois será possível persistir até acertar a operação, sendo a punição, muitas vezes, apenas cair para um setor mais baixo da fase ou coisa do gênero. Procure piscinas para recuperar as energias (o príncipe bebe água para se revigorar – esperemos que não tenha cloro…), e nada poderá pará-lo. Inclusive, muitos combates maçantes serão evitados quando o jogador se apossar de um item que esfarela os adversários de areia com um simples toque…

A fêmea citada acima, Farah, dará uma mão nos momentos mais pensantes do título, em que para progredir será necessário resolver pequenos puzzles, e não apenas botar a mão na massa ou sair pulando como um louco. Por incrível que pareça, ela se move de forma até mais habilidosa que o príncipe nos trechos em que é solicitada. Uma dica: cuidado com o arco-e-flecha da moça, pois ela pode acertá-lo acidentalmente! Muitas pessoas pensarão no game ICO (também de PS2) neste momento da exploração de PP:ST em que um outro personagem é chamado para interagir consigo. De qualquer forma, o PSOne sempre sonhara em ter um Tomb Raider que valesse metade deste Prince of Persia em termos de fun factor e jogabilidade…

Agradecimentos a Greg Kasavin

Por Rafael de Araújo Aguiar

versão 2 – 2012; 2023.

® 2002-2023 0ldbutg8ld / RAFAZARDLY!

Deixe um comentário