ys 3: wanderers from ys (tgfx)

Turbografx CD

Ys III:

Wanderers from Ys

F I C H A    T É C N I C A

Developer Alfa System

Publishers NEC (EUA), Hudson

Estilo Action RPG > Side-scrolling

DATA DE LANÇAMENTO

22/03/91 (JP), 1991 (EUA), 16/12/11 (JP, PC Engine Classics)

NOTA

7.7

Este jogo é pra…

(  ) passar longe  (X) dar uma jogadinha de leve  (X) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (  ) um tipo específico de jogador. Qual? ______  (X) incógnita

O que viria depois dos clássicos imortais Ys I&II? Ys III: Wanderers From Ys. Uma intensa reformulação na série. Como se sabe, seria difícil repetir a excelência dos capítulos iniciais, e o game deixa um pouco a desejar comparado com seus irmãos mais velhos.

Três anos depois de Adol salvar Esteria e Ys numa cajadada só (desculpe por soltar spoilers do fim das primeiras aventuras!), ele e Dogi (Colin no Ocidente) viajam para a casa do segundo e descobrem que o rei de sua terra natal enlouqueceu e quer ressuscitar um demônio chamado Demonicus (hmm). Como herói consagrado ao invés de um ledo desconhecido, Adol volta ao que sabe fazer melhor, que é salvar o mundo. O enredo não é melhor nem pior que a estória anterior, mas o problema é que 2 anos se passaram e os personagens secundários continuam sem alma alguma, a despeito das dublagens convincentes, vide Elena e Chester. Dá até saudades da Lilia do original!

Assim como Zelda 2 mudou de uma visão over-the-top para side-scrolling, Ys faz aqui a mesma coisa. Chamam o terceiro episódio de ovelha negra da família. Só há uma cidade. O sistema de colisões teve de ser abandonado por razões óbvias (os fãs chiaram e tudo voltou ao “normal” em Ys IV). Adol tem uma tecla para cada operação básica: pulo, ataque, esquiva, tela de status e item corrente. Como se não bastasse, os hardcore players se decepcionarão (e os jogadores casuais se animarão!) com a queda drástica no nível de dificuldade.

A trilha sonora está tão boa ou melhor que em Ys 1 e 2: rock da pesada sem descanso!

Ao contrário de antes, Adol já começa com seus 255 pontos de magia. Porém, nada de varinhas para produzir os feitiços: os anéis voltam à baila. E diferindo-se dos anéis de Ys I que só puxavam MPs quando eram usados, as jóias de Ys III esvaziam o medidor de magia constantemente, num ritmo próprio, até que não sobrem mais MPs ou o jogador decida manualmente pela retirada do respectivo anel especial. São 5 tipos deles: poder, defesa, tempo, cura e invulnerabilidade. Os de poder e defesa dobrarão as estatísticas de ataque e defesa de Adol. O time ring deixará os inimigos mais lentos, enquanto que o healing ring devolverá seus HPs perdidos. O anel de invencibilidade, por óbvio, deixa seu personagem invicto enquanto subsistirem MPs. Cada anel tem custos diferentes em pontos de magia, o que exige revezamento estratégico entre os itens. O anel que melhora seu ataque não gasta muitos MPs, então seus punhos estarão reforçados por uma boa quantidade de tempo. Já o de invulnerabilidade, devido à grandeza de sua vantagem, se esgota em poucos segundos. É uma pena que a inteligência artificial dos inimigos não acompanhe todo o refino do sistema de anéis, e que mesmo sem utilizar nenhum seja absolutamente viável chegar ao desfecho da aventura.

Os gráficos não entusiasmam, pois o recurso do parallax scrolling no background não foi usado com inteligência, confundindo os jogadores, além de o visual ser pior do que o da versão de SNES.

Mesmo em levels de experiência ordinários, Adol poderá ferir muitos de seus adversários sem sequer ser triscado. Até mesmo os chefes não fazem sombra à tradição de Ys. Partir para cima sem tanta cautela e desferir incontáveis golpes de espada, por mais bárbaro que seja, é a melhor de todas as táticas. Além do mais, as ervas (itens curativos) finalmente podem ser usadas durante as batalhas contra os bosses. O RPGista só morrerá se seu nível estiver casas abaixo do nível do chefe. Como a saga é curta e os labirintos são desinteressantes (na verdade não são labirintos, são estruturas lineares, descaracterizadas), ainda que Ys exija que seu personagem esteja sempre evoluindo na escala numérica, pontos são distribuídos com certa generosidade e não demorará para que Adol esteja pronto para qualquer missão.

Ao menos o vilão da vez põe medo de verdade!

Lista de agradecimentos:

Genjuro Kibagami, CyosisCMR, bruplex do gamefaqs;

mobygames.com.

Por Rafael de Araújo Aguiar

versão 2 – criado em 2013; atualizado em 2022.

® 2002-2022 0ldbutg8ld / RAFAZARDLY

3 respostas

  1. […] de agüentarem o relativo fiasco de Ys 3: Wanderers(…) numa irreconhecível side-scroll view (relativo porque o game é bom, mas está muito abaixo do […]

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  2. […] Ys III: Wanderers from Ys (SNES/Tgfx) […]

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  3. […] do 2D platform, abandonando a visão isométrica de todas as pre- e sequels, para horror de muitos. Inclusive já resenhamos esse aspecto suficientemente na versão mais íntegra do produto, para Turb… Como o que nos interessa, neste momento, é a primeira investida de Ys no mercado americano nos 16 […]

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