home alone 2: lost in new york (snes)

Super Nintendo

Home Alone 2:

Lost in New York

FICHA TÉCNICA

Developer Imagineering Inc.

Publisher THQ

Estilo Ação > Plataforma 2D

DATAS DE LANÇAMENTO:

10/92 (EUA), 01/01/93 (EUR)

NOTA

5.2

Este jogo é pra…

(X) passar longe  (  ) dar uma jogadinha de leve  (  ) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (  ) um tipo específico de jogador. Qual?______  (  ) incógnita

Após o fracasso que representou o primeiro Esqueceram de Mim para SNES, um ano antes… nada mais natural que mais um, já que se as coisas vão bem no cinema (leia-se: $$$) não há por que não repeti-las em outras mídias! O conceito foi mantido inalterado. Algumas melhorias foram implementadas. Dessa vez Nova York inteira é seu palco, não tão-somente sua casa. Mas o problema, o cerne de tudo, continua intacto: não passa de um side-scrolling apático, bobo, cru, extremamente fácil. Os japoneses foram espertos: dessa vez o jogo não foi localizado para o seu país!

As armas de Kevin McCallister são estúpidas. Um colar, uma arma que dispara bombinhas à la São João, outra que dispara luvas de boxe, e uma terceira capaz de disparar luvas de boxe… gigantes! Outros itens, não necessariamente feitos para infligir dano aos inimigos, mas visando à invulnerabilidade, vidas, pontos ou coisas parecidas são: pacote de dardos, biscoitos, pedaços de pizza, pombos (quem viu o filme vai gostar!), loção pós-barba (:Ô), cartão de crédito (a “mágica” de viver sozinho, longe dos pais), etc.

Kevin inventou o nazismo.

Os inimigos são produto do inconsciente mais frívolo de cada produtor, é o que sou obrigado a concluir. Kevin tem de desviar de coisas teoricamente inanimadas e inofensivas como um porta-bagagem, tampas de latas-de-lixo flutuantes, panelas, vasos, enfim… Parece que Nova York está mais maluca que durante o 11 de Setembro… McCallister, nosso amiguinho loiro dos olhos azuis, está realmente com um encosto e tanto nas segundas férias seguidas involuntariamente longe dos pais, dessa vez abandonado durante uma escala entre sua casa e o destino final…

Todas as ameaças citadas acima são supérfluas, simples de serem evitadas ou assassinadas, se é que se pode matar o que nunca esteve vivo… Mas há entes mais poderosos, desproporcionalmente poderosos, aliás, que podem nocautear o garoto com um hit apenas: o mordomo do hotel, o detetive, um aspirador de pó dos infernos (!!) e Harry e Marv, a dupla de bandidos atrapalhados. Os dois chefes e o mini-chefe existentes, no entanto, não são um obstáculo considerável. Basta captar o padrão de ataque e ir para cima com vontade: eles arregam fácil.

Cutscenes dignas se pensarmos que é o SNES, mas não consigo não rir diante dessas fotos low-res!

A imagem deixa até uma boa impressão, considerando a idade do jogo. Isso não impede que alguns dos menores objetos sejam tomados como bolhas ou qualquer coisa nojenta disforme, como é o caso dos pombos coletáveis espalhados pelo cenário. Tem também uma gosma branca (eita!) que cai do teto da “Casa do Tio”. Os morcegos se parecem com pipas pretas e os ratos com caroços marrons semoventes!

A animação, para não dizer que é ruim, adiciona comicidade. Kevin desce por uma corda como deveria descer por uma escada. Os antagonistas, especialmente os dois ladrões, parecem robozinhos se movimentando. Têm no máximo 2 frames por segundo. Mas o mordomo e o detetive são ainda piores: eles deslizam em direção a Kevin, sem a menor mudança física, nem mesmo nas pernas, como se fossem estátuas de pedra pegando carona numa esteira!

Bate na cara do chinês!

Há muitas cores vivas no fundo dos cenários. Algumas agradam, mas outras parecem pegar pesado na temática “sou do prezinho e pintei isso para você com giz de cera”. A melhor fase é o Plaza Hotel, com suas plantas e sofás. Mas não há muitas mais: além dela, são mais 3 níveis. Se o jogador já tiver finalizado o game antes e souber de cor a localização dos itens e das armadilhas, poderá refazer a tarefa em menos de meia hora.

Barulhos realmente perturbadores esses ZING ZING! de quando um inimigo o acerta, ou o BONG! de quando algo cai no chão. Se é que existe som mais doloroso e pungente que o ZOING! dos pulos de Kevin, até pela assiduidade com que o fatídico ouvinte terá de lidar com a onomatopéia. Se bem que nenhuma televisão precisa estar com a saída de som ligada… Já jogou Sonic? O tipo de incômodo quando se aperta o botão de pulo é o mesmo, e sobrepõe-se de longe à música que estiver tocando na fase! Falando nas faixas musicais, todas apresentam uma extensão de 20 segundos, aproximadamente, repetindo-se ad aeternum depois.

Agradecimentos a Minesweeper e PinKirby

Por Rafael de Araújo Aguiar

versão 2 – criado em 2012, editado em 2022

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