Super Nintendo

Home Alone
FICHA TÉCNICA
Developer Imagineering Inc.
Publishers THQ (EUA), Altron
Estilo Ação > Plataforma 2D
DATAS DE LANÇAMENTO
12/91 (EUA), 01/01/92 (EUR), 11/08/92 (JP)
NOTA
4.6
A primeira vez que você pegar no título será igualmente a última! E não se trata de uma infeliz coincidência. Sucesso de bilheterias no Brasil (trazido com o nome Esqueceram de Mim), o fato de os pais terem esquecido Kevin em casa pode até ter sido uma casualidade, sem embargo o mesmo não podemos dizer do lançamento deste jogo de Super NES: desculpa esfarrapada para um mau jogo e muito dinheiro. Lucro, lucro, só pensam em lucro! Desafortunadamente, jogos ruins, mesmo licenciados, não costumam propiciá-lo…
TRAMA
Não exatamente como na película, o que já é um fio de decepção. Há estranhos na sua casa, a bem da verdade, mas o golpe publicitário começa quando o objetivo não é espantá-los, acertá-los ou o que quer que seja relacionado a infligi-los dano diretamente: colete tesouros escondidos em sua própria casa e esconda-os no porão, para depois enfrentar o… chefão?! E – ó! – ousaram inserir cutscenes antes da era CD! Deu no que deu: um amontoado de imagens toscas e estáticas, legendas e vozes inaudíveis na abafada sonoridade esperada em um cartucho. Simplificar enredos de películas é uma tática cretina: era só não trazer a logomarca para os videogames, estúpidos!

GRÁFICOS
Sprites detalhados, é o ponto forte do produto. Macauley é bem-feito, porém por que diabos só há dois tipos de inimigos do início ao fim da “aventura” (trancado em casa, ressalte-se)? Um é gordo e baixinho, outro alto e magro. São variantes “fracas” dos bandidos (pergunto-me no que consiste o chefe final). Sem contar que a “saga” pode ser finalizada no tempo em que se deglute o filme, não mais que 1 hora e meia. As áreas a explorar, como se deveria esperar, não são muitas e a cor das paredes não sofre um retoque de aposento para aposento, afinal os pais do menino têm algum discernimento estético! Lamentável o potencial desperdiçado nesse ludibrio do público. Não há a transposição de cenas mais “ar puro” como a do supermercado, a do velho das vizinhanças, a da igreja ou similares.
SOM
Outro quesito que fica no azul (vermelho, no rafazardly, só a partir de 8! neste caso, merece verde de meleca e pântano!), embora imagem e som não importem o suficiente para salvar o jogo na hora da média final. Até que a trilha é variada, modificando-se quando se troca de tela. Doutro modo, afinal, não seria uma conversão cinematográfica! Os efeitos sonoros são mais pobres: o som seco das armas de fogo (no filme dentro do filme, bolado pelo garoto), a softball e tantos outros brinquedinhos do pestinha, desiguais ao que se vê na telona. O som mais chato mesmo é à ocasião da morte do protagonista (mataram uma criança? que carniceiros!), na tela de game over. Gritinho agudo medonho… Os inimigos emitem apenas um grunhido invariável quando atingidos, o que contribui, outrossim, para o status de perecível do game em questão. Ou seja: o que a música faz, os efeitos desfazem!
SISTEMA DE JOGO
É aqui que a pseudo-empreitada chamada Home Alone é desmascarada de vez. Passar 95% da ação coletando “coisas valiosas do Buzz” para jogá-las todas no basement não é o tipo de brincadeira mais visado por crianças NORMAIS. Sem contar, claro, a bisonhice dos morcegos e ratos que vivem no porão! Vale dizer que os adversários nunca morrem (child-friendly? então por que raios o KEVIN morre?). Em cada tela eles apenas fazem de tudo para prejudicá-lo, sendo que apenas 3 pancadas podem nocauteá-los e, ainda que estejam caídos, tocá-los representará dano para o jogador. Porém, qual é o objetivo ao acertá-los, uma vez que eles já são demasiado lerdos para o platformer player padrão?
CONCLUSÃO
Esqueceram de Mim, no SNES, é um curta-metragem: dura pouquíssimo tempo. Mais que isso: deve ser um recado: esqueceram de contratar bons programadores… P.S.: Dizem que a versão de NES, embora também horrível, é melhorzinha – sinceramente, não me empolgo em experimentar, então fica como curio e possível lenda urbana… E, pasmem (façam a mesma carinha do Macaulay Culkin na capa do jogo!), reza a internet que a versão de Game Boy Classic é ainda melhor, chegando quase a ser jogável!! P.S.2: Vocês sabiam que esse ator mudou o nome no cartório para Macaulay Macaulay Culkin Culkin?!? Não, não é uma piada, até porque minhas piadas são sempre engraçadas! A propósito, segue o trecho da Wikipédia (traduzido) que conta essa história (eu bem que tentei encerrar o review numa boa nota, mas seria impossível!):
“Em dezembro de 2018, Culkin anunciou que mudaria legalmente seu nome para MACAULAY MACAULAY CULKIN CULKIN depois do resultado de uma enquete que publicou em seu site perguntando qual nome do meio ele deveria adotar – a opção MACAULAY CULKIN venceu as outras 4 alternativas de voto.”
Agradecimentos a Ryan Gilliam do gamefaqs.com
Por Rafael de Araújo Aguiar
versão 3 – criado em 2006, modificado em 2011 e ampliado em 2022.
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