mario tennis (gbc)

Game Boy Color

Mario Tennis

Mario Tennis GB (3DS, Japão)

FICHA TÉCNICA

Developer: Camelot

Publisher: Nintendo

Estilos: Esporte > Tênis / RPG

Datas de Lançamento:

01/11/00 (JP), 01/01 (EUA), 02/02/01 (EUR), 2001 (AUS), 26/06/13 (JP, Virtual Console 3DS), 26/12/13 (AUS, Virtual Console 3DS), 02/01/14 (EUA, EUR, Virtual Console 3DS)

NOTA

8.8

Este jogo é pra…

(  ) passar longe  (  ) dar uma jogadinha de leve  (  ) dar uma boa jogada  (X) jogar freneticamente  (X) chamar a rua toda pra jogar  (  ) um tipo específico de jogador. Qual? _______  (  ) incógnita

Mario começou sua carreira tenística no Virtual Boy. Isso significa dizer que seu tênis estava num nível tão amador que ninguém ouvira falar dele até então. Porém, um remake (dez vez superior, senão mais) atingiu sucesso estrondoso no Nintendo 64, quando a performance de Mario havia catapultado como um estrondo rumo aos primeiros postos do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais do Reino dos Cogumelos (ATP-RC)! Fazendo uma dobradinha com tal consagração, Mario Tennis chegou para o Game Boy Color coisa de meio ano depois, conservando o espírito de vitória, se bem que se adaptando às limitações gráficas e técnicas em geral – incrivelmente, para o melhor: é estranhíssimo quando um superjogo de Nintendo 64, convertido a um portátil 8-bit, atinge resultados ainda mais espetaculares em termos de aceitação do público e da crítica, algo não-visto desde a febre Pokémon. Esse foi o auge do Mario, tenista #1 em nossos corações gamers!

De inédito, vem logo de cara um modo RPG. Controla-se Alex ou Nina (o nome pode variar conforme a versão possuída pelo jogador) – personagens igualmente inexistentes na versão poligonal – e o objetivo principal é chegar ao topo, começando sua jornada em uma discreta academia para iniciantes. Um companheiro para duplas será conhecido e escolhido pelo jogador, podendo ser tanto um homem cabeludo quanto uma mulher com aparência de raposa. A estória não é lá essas coisas, e nem se exigiria que fosse, pois se trata de um jogo de tênis e não de um RolePlay na acepção da palavra! O que interessa é que as partidas e duelos se sucedem deixando-o quase sem fôlego e que entre os desafios esportivos interage-se dentro de uma tela do mapa, o que não deixa de ser uma ferramenta bastante interessante e capaz de aliviar a tensão dos embates. Lembra de quando você treinava horas para deixar seu Nidoking no nível 100? A mesma meta de auto-aperfeiçoamento incessante vai haver aqui. Nunca subestime o poder do vício, meu amigo!

Ainda que se torça o nariz para o recurso a um modo RPG/estória, há apelo suficiente nos outros segmentos do cartuchinho: sua missão básica é destravar as nove estrelas da Nintendo que não começam como selecionáveis, dentre os quais Yoshi, Donkey Kong, Bowser e Mazza (?). Não importa em quantas partidas eles sejam oponentes ou controlados, nunca perde a graça assumir seus papéis ou vê-los do outro lado, pelo menos para um entusiasta da marca. A multiplicidade de jogadores não está aqui só para enfeitar: cada um possui uma jogabilidade própria, com estatísticas e atributos diferenciados, além de protagonizar seu peculiar e brilhante minigame. Um minigame pode sugar horas de seu tempo livre e varia de acertar ícones num paredão a mandar golpes com o estilo de raquetada indicado na tela ou vencer uma dupla jogando sozinho! Tipos de pisos de quadras também são destraváveis conforme campeonatos são ganhos. Muitos deles são temáticos e homenageiam o personagem utilizado para adquirir o troféu, além de terem sua própria faixa musical para ambientar o jogo, geralmente tirada de outros clássicos da Big N. A visualização da bolinha amarela no jogo fica prejudicada quando o chão da quadra é todo adornado com desenhos multi-coloridos e eu não sou tão entusiasta da idéia, mas abrir esses terrenos conta como “extras” da fita, com toda a certeza.

Não tem como imaginar Mario Tennis melhor em sua versão portátil. Trata-se da melhor simulação possível desse esporte num hardware como o do Game Boy Color. Não tem nada a ver com ser fã de carteirinha da Nintendo nem mesmo com gostar da modalidade: é divertido para qualquer tipo de jogador. Os controles são simples, permitindo a execução de inúmeras operações, e virtualmente infalíveis, exceto para a utilização do Select. Além dos personagens da Nintendo que podem ser abertos, há figurões originais que serão desbloqueados conforme se avança no Role-Playing. Ralis de pontos são furiosos e competitivos, e a satisfação de encaixar um smash ou uma largadinha em miniatura (já que estamos falando de um videogame portátil) é indescritível!

Alguns modelos de bonecos, como o de Wario, estão terríveis, aquém das capacidades do aparelho; e o Donkey Kong está roxo! Mas de resto o visual está tão lindo para o de um console com este poderio que parece egoísmo exigir mais e avacalhar pequenas imperfeições… As músicas são boas, tirando uma ou duas que irritam. Os personagens não deviam ter vozes, porque soam realmente mal, isso nenhum admirador, por mais cego e surdo, poderia desmentir!

Os minigames e o RPG, para não falar das outras opções, arrancam não só horas mas semanas inteiras da sua vida, todavia no melhor dos sentidos: é gratificante matar o tempo dessa forma. Treinar seu protagonista até atingir o level 99 e depois desafiar um amigo via cabo link é um dos maiores estímulos conhecidos. É ainda a companhia perfeita para grand slams na televisão, uma vez que um jogo de verdade é cheio de interrupções, replays e momentos chatos, quando o Rafael Nadal não está em quadra! Mas por que diabos mesmo o Donkey Kong é ROXO?! Até hoje ninguém soube explicar!

Agradecimentos a xerc

Por Rafael de Araújo Aguiar

versão 2.0 – criado em 2013, editado em 2022.

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