
Arcade / Saturn
+ PC, PlayStation2, PlayStation3 e Xbox 360













Virtua Fighter 2
Sega Ages 2500 Series Vol. 16: Virtua Fighter 2 (PS2)
FICHA TÉCNICA
Developers Sega AM2
Publishers Sega, Samsung (Coréia do Sul), Tec Toy (BR), Expert Software (2º lançamento americano para PC), Empire Interactive (PC, EUR)
Estilo Luta
DATAS DE LANÇAMENTO
ARC – 11/94 (JP), 12/94 (EUA, EUR), 08/95 (JP, versão Virtua Fighter 2.1)
SAT – 01/12/95 (JP), 04/12/95 (EUA), 12/95 (Coréia do Sul), 26/01/96 (BR, EUR), 25/05/97 (JP, Saturn Collection)¹
PC – 05/09/97 (JP), 30/09/97 (EUA), 1997 (BR), 1998 (EUA, Sega PC Collection), 2001 (EUR)²
PS2 – 14/10/04 (JP)³
PS3 (PSN) – 27/11/12 (EUA), 28/11/12 (JP), 05/12/12 (EUR, OCE)
360 (Live Arcade/Store) – 28/11/12 (mundial), 18/07/17 (EUA)
¹ Na edição limitada de Sega Saturn exclusiva dos States lançada em 27/11/96, tentando contra-atacar a meteórica ascensão do PlayStation e ameaça mais potente do Nintendo 64, a companhia do Sonic disponibilizava, com o hardware, 3 jogos grátis, vindo num disco só (imagem na abertura da resenha): VF2, Virtua Cop e Daytona USA.
² Também incluído na compilação Xplosiv Top 10 (só Europa), de 02/11/01, ao lado de games como International Cricket Captain 2000 (!), Panzer Dragoon, Sonic 3D Blast e Sonic R.
³ Considerada uma conversão Arcade perfect, inclui os implementos da 2.1, com novas roupas para os personagens, alguns novos golpes, Dural como personagem controlável e correção de glitches, além de possuir a trilha sonora remixada do Saturn e a original do Arcade.
NOTAS
8.7 (ARC)
8.8 (SAT)
7.9 (PC)
8 (PS2)
7.3 (PS3)
7.2 (360)
Este jogo é pra…
( ) passar longe ( ) dar uma jogadinha de leve (X) dar uma boa jogada ( ) jogar freneticamente (X) chamar a rua toda pra jogar (X) um tipo específico de jogador. Qual? Hardcore fighting gamers, que gostam de passar horas aprimorando suas técnicas. ( ) incógnita
Ainda considerado um dos jogos mais belos do Saturn, por mais que comparado a jogos da terceira geração no ciclo de vida da máquina (ele era da segunda), como Panzer Dragoon Saga. Fora um detalhe perdido aqui e acolá, trata-se de uma conversão semi-perfeita dos Arcades: houve redução poligonal para que o jogo rodasse na mesma velocidade da placa Model 2, mas é incrível que a jogabilidade seja absolutamente fiel e tudo tenha cabido num só CD. VF1 parece uma piada de mau gosto perto destes modelos 3D: é aqui que a tridimensionalidade nos jogos de luta realmente ganha corpo, com o perdão do trocadilho
O estilo musical que acompanha os duelos é J-pop/rock, amado ou odiado, sem meios-termos! O mais interessante do sistema de luta é que as posturas dos personagens são baseadas nas artes-marciais do mundo real, com uma reprodução fidedigna e invejável de gestos e movimentos. Ou seja: por mais que o audiovisual envelheça, a mecânica continua nossa contemporânea.


Usar o controle-padrão, de 6 botões, com o d-pad, é a melhor saída para a maioria, já que o analógico é muito lerdão para permitir movimentos ágeis de meia-lua e similares, e o Virtua Stick é recomendável apenas para os mestres dos fliperamas e abonados com dinheiro para hardwares usados em apenas um subgênero. Lá estão os três botões tradicionais da jogabilidade, bloqueio, soco e chute, e todos os outros 5 (3 deles na frente) são usados para combinações entre dois deles ou dos três de uma vez (soco+chute, soco+bloqueio, etc.), o que muito ajuda no momento de desencadear combos trabalhados. Além de funcional, é altamente inovador: foi a 1ª vez que vi isso sendo feito num fighter, e imagino que ninguém o fez antes da Sega nesta instância!


O infame Ring Out: perder de barra de energia cheia é intolerável!
Como se não bastasse o sistema tão profundo e o brilhantismo técnico da conversão das poderosas placas de Arcade, verdadeiras sensações dos anos 90, a AM2, a divisão de Yu Suzuki,adicionou muitos modos inéditos para dar aquele sabor extra aos detentores do console 32-bit da Sega, numa estratégia que considero que funcionou muito bem. Afora o Arcade e o Versus, tem o Team Battle, que permite selecionar um time de até 5 guerreiros para enfrentar outro tag team de 5, seja a CPU ou seu amigo. A mesma estrutura seria adotada pela AM2 na popularíssima continuação, Virtua Fighter 3: Team Battle (já revisado no Dreamcast). O ranking mode serve para aqueles que já zeraram o arcade mode se aperfeiçoarem cada vez mais: ele acaba quando vem a primeira morte, isso se não se conseguir chegar até o final. Ou seja, poderia se chamar survival mode ou survival attack. Em seguida, uma tela revela o desempenho do jogador em estatísticas, inserindo-o entre os desempenhos já salvos no cartão de memória. Ou essa é a idéia preconcebida de quem entra em contato com esta modalidade a 1ª vez: acontece que, embora você possa salvar suas melhores jogatinas, no topo estão desempenhos dos próprios programadores, e o objetivo é chegar a esse cobiçado pódio – no começo, tamanha façanha parecerá imensamente distante, uma jornada quase intransponível… Mas nem tudo são complicações no compact disc: conselhos são fornecidos pela inteligência artificial baseados na sua performance, para você se superar da próxima vez. É possível verificar que a AM2 realmente trabalhou no projeto com amor.


A terceira inclusão foi o expert mode, em que o computador observa sua maneira de lutar e a assimila, contra-atacando das formas mais eficazes existentes, fazendo da vitória algo bem mais complicado. O intenso realismo e profundidade desta modalidade faz com que o jogador tenha de se tornar muito mais completo e versátil do que normalmente seria, se um mesmo padrão de golpes sempre desse resultado, como em tantos jogos de luta genéricos por aí! Qualquer um que finalizar esse modo mais de uma vez já pode se considerar um virtua-veterano! O watch mode, por fim, oferece uma luta entre 2 CPUs para ssistir, o que não deixa de ser uma forma de sacar em quais situações tal ou tal estratégia é menos ou mais eficaz e por que razão. Se não é divertido, não é um modo isento de propósito!



CURIOSIDADE 1: Na época do lançamento de Virtua Fighter 2, a Sega liderava o mercado de consoles com uma larga vantagem sobre o Sony PlayStation. A Sega investia com tanta agressividade nas duas frentes (Japão e América) que o jogo saiu praticamente ao mesmo tempo em ambos os extremos do mundo (e, como se não bastasse, não levou nem 60 dias para sair na Europa também)… Quanta coisa não mudou desde então, e bem rápido!
CURIOSIDADE 2: Há uma versão de VF2 radicalmente degradada para Genesis, iOS, Wii (Virtual Console), PS2 e PSP. Significa que o PS2 se tornou o único console a possuir as duas versões de VF2… Confira esta resenha aqui!
Agradecimentos a GamesMasterLive, IcePak, joec2003, Proudnerd e Shotgunnova do gamefaqs.com; mobygames.com; e en.wikipedia.org.
Por Rafael de Araújo Aguiar
versão 2 – criado em 2013; atualizado em 2022.
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