mega man 2 (nes & al.)

NES

+ Android, mobile, PlayStation

Mega Man 2

RockMan 2: Dr. Wily no Nazo (Japão)

RockMan2 (Estados Unidos, PlayStation)

FICHA TÉCNICA

Developer: Capcom

Publisher: Capcom

Estilo: Ação / Estratégia

DATAS DE LANÇAMENTO

NES – 24/12/88 (JP), 06/89 (EUA), 14/12/90 (AUS/EUR), 1991 (Alemanha), 19/09/18 (30th Anniversary Classic Cartridge Clear Blue Parallel, EUA)

PlayStation – 02/09/99 (JP), 24/04/03 (PSOne Books, JP), 28/03/07 (Capcom Game Books, JP), 09/09/09 (PSOne Classics, JP), 01/02/11 (PSOne Classics, EUA)

Mobile phones – 14/06/07 (EUA)

Virtual Console (Wii) – 14/12/07 (AUS/EUR), 26/07/08 (JP), 15/09/08 (EUA)

Virtual Console (3DS) – 07/02/13 (AUS/EUA/EUR)

Virtual Console (WiiU) – 11/06/13 (mundial)

Android – 05/01/17 (mundial)

(*) Também disponível em coletâneas para os seguintes consoles: PlayStation2, GameCube, PlayStation4, Xbox One, PC, 3DS, Switch, Genesis.

NOTAS

8.8 (NES)

8.1 (PS)

8.5 (AND)

8.3 (MOB)

O segundo melhor Rockman (nome japonês) de todos os tempos, é o que dizem, perdendo apenas para o capítulo 5 da franquia. O esquema manjado porém executado com maestria é seguir em 2D para a esquerda ou direita, para cima ou para baixo aniquilando todos os inimigos que encontrar. Cada fase tem um “sei-lá-o-quê Man” que espera se contrapor ao protagonista, dotado que é de um superpoder em especial (e de uma fraqueza, outrossim, que tem de ser descoberta pelo jogador). A marca registrada da série é que o controlador mesmo deve escolher a ordem em que vai detonar os estágios (sob pena de não ter os itens corretos e travar em algumas passagens), até o confronto derradeiro com Dr. Wily, o cientista louco que planeja dominar o mundo.

Mega Man faz parte de um “não-seleto” grupo de franquias onde, mesmo num game o personagem sendo o mais forte do mundo, na(s) sua(s) continuação(ões) ele volta sem poder algum! O robozinho azul mais carismático de todos os tempos teve inúmeras aventuras no NES e SNES contra vilões que odeiam a raça humana como o mencionado Dr. Wily e também Sigma. No entanto, nunca houve notícia de acúmulo de poder de um título para o outro. Mega Man 2 não foge à regra. Que saudades do Elec Beam e do Ice Man’s Freeze Ray!

Qual é a estória por trás de MM2? O doutor carrancudo que começa com W tem um retorno triunfante (ó, poxa, que diferente de enredos de outros jogos!). O antípoda de Dr Wily, Light, vendo que o mundo pode acabar (hm…), envia seu melhor guerreiro ciborgue para entrar em ação no lugar do exército dos EUA inteiros! Mas coitadinho: ele começa só com um canhão no braço; parece que o “inteligente” doutor do bem não concluiu que armado até os dentes o mega-homem teria mais chances de vitória! Bom, não o culpemos a princípio: sabe como andam negligentes esses governantes, às vezes foi até corte no orçamento do laboratório!

Wily, o diabólico representante do lado negro desta guerra robótica, ao contrário, dá uma superarma para cada uma de suas oito criações supremas… Cadê Zero e Forte para ajudarem? Ops, jogo errado. E então, como será o intrincado esquema do salvamento mundial? Começar pelas fases mais simples e chefes mais fracos, ir roubando suas armas e usando-as contra obstáculos e inimigos mais trabalhosos no futuro. Há power-ups quase inúteis, que lhe servem apenas uma vez no jogo, talvez para dar uma lapada num dos bosses; enquanto que outras armas podem ser de serventia em quase todo momento mais ou menos crítico. Depois dos oito estágios comuns, a multifortificada moradia do mal-elemento é habilitada. MM2 vem com passwords, coisa que o game original não oferecia, então o game dará a sensação de ser bem menos longo e desafiador, por ficar dividido em várias sessões, a critério do gamer. Nada de ficar com a bunda quadrada e membros superiores tremendo…

Mais melhoras em relação ao Mega Man pioneiro são os fundos, antes muito mortos (negros, marrons ou cinzentos), que ganharam mais vivacidade (florestas, flora e fauna marinha, nuvens, ou pelo menos seus equivalentes em 8 bits…); inimigos mais elaborados (há mini-chefes também!), cheios de quadros de animação e detalhes que os deixam mais exclusivos (e estimulam os gamers a enfrentá-los); trilha sonora: i-NES-que-cí-vel! Se é que os fãs do console me entendem…

A jogabilidade permanece idêntica, e isso certamente é uma vantagem. Os comandos respondem na hora precisa, não são nem escorregadios e nem travados demais (como seria de se esperar duma máquina, estilo Robocop!). Mega Man é mesmo um cara fora de série… No mundo de Bubble Man, muitas das paredes e tetos são cheios de espinhos e sua habilidade de pulo será testada à exaustão, atestando que, fossem os controles piores do que são, seria impossível detonar este trecho. Crash (não o da Sony) e Quick Men também têm fases bastante desafiadoras… Na verdade chamar de “oito mundos” não é mau negócio nenhum, visto que não são os gráficos e o chefe que mudam, mas o tema inteiro, o tipo de exploração a ser feita, o que decerto aumenta o fator replay do título. E no castelo de Dr. Wily há reprises de todos os desafios mais alguns inéditos (um pouco de Mario e Zelda aqui! Ou será que esses é que têm um pouco de Mega Man?).

Quer jogo de Plataforma decente? Entre os três do pódio clássico da Capcom estarão Mega Man 2 e Mega Man 5. Sirva-se à vontade, sem medo de indigestão. Mas calos nos dedos fazem parte do banquete…

Agradecimentos a KeyBlade999, Ofisil, Overdrive, thegreenL

Dedicado ao amigo Renan Ferreira

Por Rafael de Araújo Aguiar

versão 5.0 – criado em 2004; atualizado em 2011, 2013, 2017 e 2022.

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Uma resposta

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