Xbox 360
+ PlayStation2, PlayStation3 & Wii.

Guitar Hero: MetallicA
F I C H A T É C N I C A
Developer Neversoft
Publisher Activision
Estilo Simulador Musical > Guitarra
Datas de Lançamento 29/03/09 (PS3/WII/360) / 14/04/09 (PS2)
NOTA
8.5
Este jogo é pra…
( ) passar longe ( ) dar uma jogadinha de leve ( ) dar uma boa jogada (X) jogar freneticamente (X) chamar a rua toda pra jogar (XX) um tipo específico de jogador. Qual? Precisa mesmo dizer? Fãs incondicionais do \,,/etallicA. ( ) incógnita
Esquentando a Guerra Fria das guitarras de plástico (Guitar Hero X Rock Band)
Oque poderíamos destacar? Aliás, o que poderíamos destacar primeiro? Aquele que não gosta de Metallica não deveria estar aqui. Talvez goste dos meus textos, talvez esteja atendendo a um favor? De qualquer forma, não faria o absurdo de comprar um jogo caro para ter acesso unicamente a uma faixa do Foo Fighters ou do System of a Down (vide adiante). Mais provável é que a restrição, mesmo para o fã de Metallica, caiba à seleção que a banda fez para entrar no game, já que possui mais de uma centena de músicas e teve que filtrar mais ou menos 80% de tudo o que compôs! Mas, respondendo às perguntas da primeira linha, os modos que dão graça suplementar à oportunidade que se tem para tocar e cantar Metallica no seu videogame (PlayStation, Wii ou Xbox) são uma interação online bem-vinda e um drummer mode que deve ter recebido todo o aval do próprio Lars Ulrich!


Até a pirotecnia de One, Fight Fire With Fire e Fuel foram devidamente transpostas para o mundo virtual…
O único álbum que está quase todo no game é o lendário Master of Puppets (ficaram de fora apenas a “faixa-bônus” ou outro hardcore, Damage, Inc., e a polêmica anticristã – rejeitada em tempos recentes pela banda – Leper Messiah). Pelo menos nenhum disco da carreira dos caras do sudoeste dos Estados Unidos foi deixado de lado: o Load, embora não seja exatamente um orgulho dos membros do Metallica (aparentemente), foi homenageado através de King Nothing; o Garage, Inc. (só de covers – não confundir com a música que fecha o MoP) lembrado por um senhor medley (junção de vários trechos de faixas numa só) de Mercyful Fate; e até a exibição de jornada dupla do Metallica com a orquestra de Michael Kamen de San Francisco conta com a inédita de James Hetfield & cia. que só existe nesta versão ao vivo e multi-instrumental, No Leaf Clover! O game seria considerado mais nostálgico do que proporcionador do frescor das novidades, uma vez que os 2 últimos CDs de estúdio contam cada um com apenas uma amostra (muito embora os usuários do serviço de downloads do XBox Live possam adquirir o Death Magnetic inteiro, desde tempos antanhos, e incorporá-lo a este jogo, ou a Guitar Hero: World Tour). Se quiser tirar as dúvidas e pulgas atrás da orelha no que se refere à set list, olhe no fim da matéria!

Same thing I’ve always heard from you: do as I say, not as I do…
Os fãs de Metallica que estiverem fora de forma talvez não queiram encarar as pedreiras old school do “jogo-álbum”, uma vez que algumas canções beiram os 10 minutos, então seria sábio não se desgastar tanto! A despeito do título (Herói da Guitarra), a ação não se limita a “tocar guitarra” (tampouco fritar nos solos do Hammett, sendo viável seguir a linha rítmica do polivalente Hetfield), incluindo também trujilladas e um lance mais íntimo com a bateria do Lars! Mas avisamos que é o modo mais difícil do jogo (Expert+). Inclusive, joga-se de pedal duplo (lá se vão mais custos com equipamento em separado, mas para os aficionados vale a pena…)!


Por que os trovões, se faltou Ride The Lightning?
Há um esplendoroso versus para quatro simultaneamente na Batalha das Bandas – offline – ou inclusive a chance de confrontar seu desempenho com pessoas do mundo todo (dizem que tem sempre um japonês que é melhor que nós no que nos propomos a fazer): banda x banda, com até 8 pessoas – mas treine bastante para não pagar um mico internacional!



Só de sacanagem eu faria no editor um personagem igual o Jason Newsted, baixista do período de maior sucesso comercial, talvez estético mesmo, do Metallica!
O aspecto e a animação dos 4 integrantes do Metallica está sensacional e mesmo saudosista (sei que eles estão aí na estrada até hoje, mas imagine esse artigo daqui a 40 anos: será material de colecionador na certa!). Só que o jogo não se limita a “controlá-los”: pode-se até customizar o próprio personagem ou usar os vários modelos pré-prontos à disposição, conforme as fotos. Os palcos das exibições são (e não poderia ser diferente) abarrotados e bastante atmosféricos, sendo que não faltou nem a marca registrada do grupo, isto é, as estruturas giratórias para contemplar o público de todos os lados!


É isso mesmo que você está pensando: os gênios do metal cederam seu tempo para captação de movimentos! Até as tatuagens do James estão no seu modelo poligonal… Não é como se eles não fossem receber um trocado extra pelo serviço, no entanto…
Extras que são abertos após horas de jogo foram muito bem-escolhidos, variando de vídeos e registros raríssimos da banda de verdade até Metallifacts, isto é, curiosidades insanas que envolvem a história dos caras. Dá até para gravar suas músicas num “estúdio”, mas francamente não está aqui o chamariz principal! O career mode em si está menos linear e é possível zerá-lo sem necessariamente passar por todas as músicas. Falando em música, lembre-se: são 31 itens (28, formalmente, mas lembre-se de que no medley de Mercyful Fate há 4 canções embutidas!) da própria banda e quase 2 dezenas de faixas de “convidados”, que vão de clássicas inspirações a bandas influenciadas pelo Metallica no cenário do metal/punk/hardcore moderno. Uma última ressalva: quem não gostou da jogabilidade de Guitar Hero: World Tour deve saber que a mecânica de jogo pouco mudou, sendo o invólucro (Metallica) a única novidade real, o que para muitos é mais do que o suficiente…
Muitos pensam em jogos musicais como um neo-maniqueísmo na humanidade: Guitar Hero x Rock Band, o Bem contra o Mal, seja quem for o Bem e quem for o Mal. Não meteremos a colher nessa briga, pois achamos tudo isso besteira. Tudo o que sabemos é que os fãs do mais potente heavy metal estão contemplados neste Guitar Hero!

O mestre King Diamond e outro da velha-guarda do som pesado – Lemmy Kilminster – cederam suas imagens e você poderá tocar Mercyful Fate e Motörhead em excelente companhia!
SET LIST COMPLETA
a) da própria banda
[ Kill ‘Em All ]
Hit The Lights
Whiplash
Seek & Destroy
[ Ride The Lightning ]
Fight Fire With Fire
For Whom The Bell Tolls
Fade to Black
Creeping Death
[ Master of Puppets ]
Battery
Master of Puppets
The Thing That Should Not Be
Welcome Home (Sanitarium)
Disposable Heroes
Orion
[ …And Justice for All ]
One
The Shortest Straw
Dyers Eve
[ Metallica / Black Album ]
Enter Sandman
Sad But True
The Unforgiven
Wherever I May Roam
Nothing Else Matters
[ Load Era (Load+Reload) ]
King Nothing
Fuel
The Memory Remains
[ Garage Inc. ]
Mercyful Fate (Medley)
[ Symphony & Metallica (Live, 1999) ]
No Leaf Clover
[ St. Anger (haters gonna hate!) ]
Frantic
[ Death Magnetic ]
All Nightmare Long

James com olhar de censura após Robert Trujillo errar na execução?!?
b) extras em ordem alfabética (em vermelho as músicas que fazem parte do repertório habitual do Metallica)
Alice in Chains — No Excuses
Bob Seger and the Silver Bullet Band — Turn The Page (Live)
Corrosion of Conformity — Albatross
Diamond Head — Am I Evil? (como se pudesse faltar: provavelmente a banda de que os caras do Metallica mais gostam!)
Foo Fighters — Stacked Actors (meio carta fora do baralho, mas tudo bem…)
Judas Priest — Hell Bent For Leather
Kyuss — Demon Cleaner
Lynyrd Skynyrd – Tuesday’s Gone
Machine Head — Beautiful Mourning
Mastodon — Blood And Thunder
Mercyful Fate — Evil
Michael Schenker Group — Armed and Ready
Motörhead — Ace of Spades
Queen — Stone Cold Crazy
Samhain — Mother of Mercy
Slayer — War Ensemble
Social Distortion – Mommy’s Little Monster (Live)
Suicidal Tendencies — War Inside My Head
The Sword — Black River
System of a Down — Toxicity
Thin Lizzy — The Boys Are Back in Town

Lars antes de seu tônico capilar vencer!
Por Rafael de Araújo Aguiar
versão 3 – 2012, 2022, 2023.
Agradecimentos a Chris Watters do GameSpot, Jeff Buckland do AtomicGamer, Simon Parkin do Eurogamer, Mark Smith do GameChronicles (que admiro pelo ‘heroísmo’ de haver resenhado o jogo odiando a banda!); e AK The Twilight, Exodist e FadetoBlackend do GameFAQs.
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