castlevania: bloodlines (gen & al.)

Genesis

Castlevania: Bloodlines

Vampire Killer (Japão)

Castlevania: The New Generation (Europa)

FICHA TÉCNICA

Developer: Konami

Publisher: Konami

Estilo: Ação > Plataforma 2D / Adventure

Data de Lançamento:

GEN – 17/03/94 (EUA), 18/03/94 (JP), 20/03/94 (EUR)

SWI – 25/10/21 (mundial)

NOTA

8.1

Este jogo é pra…

( ) passar longe ( ) dar uma jogadinha de leve ( ) dar uma boa jogada (X) jogar freneticamente ( ) chamar a rua toda pra jogar ( ) um tipo específico de jogador. Qual? ______ ( ) incógnita

INCLUÍDO NAS COMPILAÇÕES:

Castlevania Anniversary Collection (SWI/PC/PS4/X1)

SEGA Genesis Mini (na memória do console)

A vibração dos fãs não pode ser pouca, porque CvBl é o único jogo da série dos caça-vampiros a figurar no conhecido por nós como Mega Drive, o que já renderia por si só a motivação necessária para detoná-lo. Em adição, como a Sega não é tão cricri quanto a “Big N”, a versão ocidental do jogo não apresenta cortes por censura à violência: o sangue jorra que é uma beleza (se bem que o que mais dá arrepios na franquia, que é o clima gótico, nunca foi passível de controle etário – quem cresceu jogando Castlevania num videogame, mesmo sem sangue, sabe como é)!

Ancestors? Erro feio na localização!

Considerando que o Genesis possui a capacidade de mostrar somente 512 cores simultâneas (contra as dezenas de milhares do hardware do SNES) e que isso gera paisagens estranhas ora ou outra, o trabalho gráfico foi muito bem-feito. Como veremos mais adiante, comparações com Super Castlevania IV são a contínua pedra no sapato de Bloodlines (que aliás saiu na Europa com um título mais ameno, The New Generation – em alusão à data em que o enredo desenrola –, justamente por causa do público infanto-juvenil!) que, não obstante, é um grande jogo. Construções como as cabeças de mármore na fase de temática antiga ou os cenários do estágio na Itália chegam até perto de reproduzir os efeitos do Mode 7, chip exclusivo dos cartuchos do concorrente mais imediato.

O jogo ocorre na época da I Guerra Mundial, então mesmo tendo nascido no século XIX os rapazes estão na flor da idade (rsrs)!

A tela do mapa

A jogabilidade recebe o carimbo do padrão de qualidade dos clássicos 2D da Konami, com uma nota suplementar: se puderam dedicar uma tecla somente para a utilização da arma secundária (o que fica na caixa de item no topo da tela, e que costuma ser trocado constantemente), creio que isso se deve ao layout de 6 botões do Mega Drive, ideal para jogos de luta da Capcom.

A tradicional abertura de dar calafrios na nuca…

A fase do pátio é sempre um passeio… no parque – tem só uns zumbis ingênuos…

Este é um Castlevania mais fácil que a maioria, inclusive que SC4, além de mais curto. Os estágios são maravilhosos e largos, mas só estão em 6, contra os mais de 10 do quase contemporâneo do Super NES. A possibilidade de escolher entre 2 personagens logo de saída, sem usar truques, remedeia um pouco o fato. E não se trata de uma configuração-tampão, daquelas que são indiferentes para a gameplay: John e Eric são indivíduos completamente distintos. A lança de Eric é levemente inferior ao chicote de John, mas, além de possuir a mesma abrangência nos golpes, pode ser usada de mais de uma maneira. Pode ser girada ou empregada como “bengala” propulsora, o que permite atingir cápsulas de power-up inacessíveis a John, além de conduzir o personagem-travesti (vide uma das legendas de foto, abaixo)¹ a áreas secretas. John Morris é o Belmont da vez, na falta de um com o autêntico sobrenome. Seu chicote é mais veloz que a lança do amigo e alguns inimigos sentem muito mais o impacto de seus poderes. Não podemos deixar de notar que Morris, contudo, padece de um mal crônico entre os protagonistas de Castlevania: parece estar constipado quando usa escadas (só na prática para entender)! Por fim, o chicote possui o atributo inventivo de servir como “cipó” para que o personagem se balance em castiçais por exemplo.

¹ Este review é de 2012. Não nos responsabilizamos pela ira que possa causar em minorias sociais, que praticamente aboliram a palavra travesti da linguagem.

Eu conheço esse lugar!

Olha o que você fez! Nem adianta rosnar pro meu lado… Vou mandar a conta das janelas pelo correio (ainda não tinha Internet nesta localidade da Romênia em 1994 – tinha fora das bases militares americanas e japas, aliás?!)…

Os bosses abrilhantam a fita e convencem os olhos e os nervos do jogador, com exceção do “chefe-máquina”, que parece ter saído de Vectorman! Mesmo que sejam complicados à primeira vista, todos apresentam padrões decifráveis de movimentação. Destarte, sempre há uma estratégia perfeita para combatê-los. O Frankenstein, inimigo típico da série, está estranhamente fácil de vencer. E já que o assunto é nível de dificuldade, este é o primeiro Castlevania que veio com um controle de dificuldade embutido. De início estão habilitados os graus easy e normal. O jogador também pode escolher o número de vidas por continue: 1 a 4. Seja por código ou do jeito mais demorado e honesto (zerando no modo normal), é facultado aos konamistas zerar CV:B na sua vertente mais difícil, o grau expert. Na verdade o expert seria, com certeza, a forma clássica como um produto Castlevania chegaria às mãos dos consumidores: o patamar de desafio torna-se equivalente aos dos outros títulos 2D, com inimigos apelões e muitas coisas acontecendo na tela ao mesmo tempo! Cada dificuldade possui seu próprio final, sendo ele obviamente mais completo conforme o grau de dificuldade aumenta. Uma password é dada automaticamente a cada passagem de fase, diferentemente de outros Castlevania em que a password só era transmitida ao jogador depois que ele morria. Bem que podiam ter usado esse conceito já nos antecessores…

O modelito do Eric (ou Érica?) contrasta com os elementos hi-tec da fase…

Ah, stairs! O pior pesadelo de todo fã de Castlevania…

Sobre a trilha sonora, embora inferior à de SC4, principalmente por causa do aparelho da Sega, indicamos a escuta da BGM20 do sound test, que é a faixa-tema de Vampire Killer (o primeiro da série), a tocar, aqui, no trecho final, antes do confronto com o Cabeça-de-Morcego. Depois, quando finalmente matá-lo, aprecie o grito de horror da “Condessa”!

Eu apanhava horrores desse inimigo covarde no meu finado Phantom System!

Vai procurar alguém do seu tamanho, caveira maldita!

Super Castlevania IV e Bloodlines/Vampire Killer são 2 jogos diferentes, ao contrário do que espertinhos como Jeff Rovin afirmam por aí. J. Rovin é um reviewer gringo notabilizado por publicar vários livros (ainda hoje à venda na internet) da série How to Beat Everything, que não passam de guias detalhados para uma profusão de jogos da década de 90. Só que o rapaz tinha (ou tem) a língua maior que a cobra e de vez em quando fala o que não deve! Mas num aspecto ambos os Castlevania 16 bits são idênticos: a qualidade.

Os fundos de tela eram bem sagazes – mas o reflexo na água ficou meio estranho…

Rafael de Araújo Aguiar

Agradecimentos a Bugs72740, KasketDarkFyre e Storm Shadow

versão 2

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