vampire killer (msx)

Vampire Killer

Akumajou Dracula (JP)

FICHA TÉCNICA

Developer: Konami

Publisher: Konami

Estilo: Adventure / Puzzle

Data de Lançamento: 1986

NOTA

6.6

Este jogo é pra…

(X) passar longe  (X) dar uma jogadinha de leve  (X) dar uma boa jogada  (  ) jogar freneticamente  (  ) chamar a rua toda pra jogar  (X) um tipo específico de jogador. Qual? Konami true fans; colecionadores.  (X) incógnita

Gráficos superiores aos do NES são a mais notável característica do Castlevania de MSX, de título trocado. Com efeito, quem não prestar muita atenção pensará que se trata de versões idênticas e que o jogo de Nintendinho é uma simples conversão. Nada mais incorreto. É só olhar para o menu superior para entender que nesta incursão no castelo Simon Belmont possui outras prerrogativas além de avançar vibrando seu chicote nas criaturas trevosas! Ele precisa encontrar chaves e seu estoque de armas secundárias poderá ser bem mais extenso…

Dificilmente Vampire Killer seria catalogável como Plataforma ou side-scrolling, indo-se perpetuamente num sentido só. O layout das fases se aproxima o máximo possível do entrelaçamento labiríntico. Telas de resolução de 256×224 estão em loop horizontal-vertical (você não rola pelo estágio como no Nintendinho, a paisagem é fixa), o que significa que o personagem pode cair em abismos de telas que estiverem localizadas em planos superiores com o único fito de acessar plataformas antes intocáveis, em áreas mais baixas do castelo. Outra coisa: esqueça o limite de tempo! Como se vê, diferente da lenda, a segunda metade do estilo metroidvania não nasceu, propriamente, só com Castlevania II: Simon’s Quest (muito menos com SoTN, como defendem os mais ingênuos).

Se soa desorientador, saiba que parte das velhas referências ainda se encontra em seus devidos lugares: candelabros acesos, escadas instáveis e modelos clássicos de bestas. O que há de novo no cenário, para os que já se aventuraram pelos Castlevania “Lado A”, são os baús de tesouro e chaves-de-esqueleto, obrigatórias para abrir de 2 a 4 portas por estágio. Power-ups tais quais o tradicional chicote de correntes, cronômetro, água benta e até um escudo, faceta raríssima na família dos caça-vampiros! Mais do que isso: uma vela especial que re-vela (hehe!) rachaduras quebrantáveis nas paredes e botas para super-velocidade. (Realmente o MSX teve sua dose de Symphony of The Night, não há como negar! E olha… Os caras sacanearam à vera: sem a vela, vai ser difícil, viu Cebolinha, descobrir esses compartimentos secretos nas paredes…) A adaga, o machado e o crucifixo-bumerangue não ficaram de fora, antes que um seguidor mais ortodoxo da seita konamista abra o berreiro! Só tenho mais uma observação a fazer: o bumerangue e o machado podem ser desperdiçados caso o jogador não posicione seu Belmont no caminho dos instrumentos quando eles efetuam o caminho de volta, (!) heterodoxia e liberdade dos developers que acrescem um bocado de realismo às cenas de combate.

Apesar dos gráficos serem mais definidos a paleta de cores é mais pobre que no NES, e eu não gostei do design da maioria dos inimigos num rápido comparativo. Quanto à saída de som, ela é melhor, e as versões das canções (as mesmas do NES) são ligeiramente retrabalhadas.

O resultado de tantas reformulações no sistema de jogo (ressaltando o fato de que para o consumidor americano VK é realmente póstumo ao Castlevania seminal de NES, mas o mesmo não se aplica aos japoneses, que o conheceram primeiro) foi que Vampire Killer se tornou um jogo mais extenso que Castlevania 1. Podemos até afirmar que é, outrossim, mais difícil, para arrepio dos veteranos que já sofreram em trechos insanos do 8-bit! Há armadilhas cruéis em que são oferecidas chaves falsas, diante das quais o herói precisa ou morrer ou ficar encurralado em algum ponto do castelo se quiser obtê-las, ou chaves genuínas que requerem que Belmont seja atingido de determinada forma para ser deslocado na tela até o lugar necessário – enfim, procedimentos nada intuitivos… Coisas do reino virtual! Que bom que temos vidas para gastar… Temos? Três, e nem um “ai”: 0 CONTINUES! O nível de exigência aqui beira as raias do absurdo. Felizmente o internauta tem vários FAQs e walkthroughs no YouTube…

Uma semelhança ou outra perdurará, incluindo o estilo de enfrentamento da maioria dos chefes. Certo é que o embate final foi completamente recriado. A primeira forma do Conde é um esqueleto sangrento revestido pela tradicional capa preta; em seguida vem sua aparência verdadeira e ominosa, um gárgula gigante (embutido num quadro pendurado na parede!) cuspidor de morcegos. Contudo, até chegar à sala onde o rei dos vampiros instala seu caixão para repousos de 12 horas diárias (no mínimo), o jogador terá de lidar com “injustiças” e “covardias” como ter todos os seus power-ups arrancados toda vez que morrer (se bem que só pode morrer sem ver a tela de game over 2x, então isso não acontecerá muito, cof, cof!)… Aproveite bem que o orbe conquistado ao derrotar um chefe ainda restaura sem HP! Ah, até a idéia do comerciante, mais bem-explorada em SoTN, teve sua origem neste episódio também! É incrível como é um game à frente do seu tempo – só podia ser um pouco mais acessível.

Mas o que aconteceria com a série?!? Ora, que renasça o mal!

Vampire Killer é assaz charmoso. Principalmente para o fã de outras eras e aqueles que já finalizaram Castlevania 1 de NES no hard mode bocejando e com uma mão nas costas (existe essa criatura?). Aqueles que não se encaixam nesse perfil, por favor, esqueçam tudo o que eu disse e procurem um entretenimento mais adequado e humanitário…

Rafael de Araújo Aguiar é sociólogo e um tanto apaixonado pela forma velha de se programar jogos…

Lista de agradecimentos

Sho do honestgamers

Dracula AGN, VdeBoule do gamefaqs

mobygames.com

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Uma resposta

  1. […] Boy, Turbografx-16 e até encarnações muitíssimo menos conhecidas, tais quais as de fliperama e MSX). E eis que chega a era 32 bits e novas possibilidades se […]

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