review rafazardly #1162
obs: nós não seguimos o acordo ortográfico lusitano de 2009!
Por Rafael “Cila” Aguiar
PC, PlayStation3 & Xbox 360

Deadly Premonition
Red Seeds Profile (Ásia)
| F I C H A T É C N I C A |
| Developer(s) Access Games |
| Publisher(s) Rising Star Games, Mastertronic, Ignition Entertainment, Marvelous Entertainment, XSEED Games, Sony, TOYBOX |
| Estilo(s) Ação Puzzle Simulador de Cidade Survival Horror |
| DATA(S) E REGIÃO(ÕES) DE LANÇAMENTO |
| PC (versão Director’s Cut) 29/10/13 (EUA, Steam), 15/11/13 (EUR) PS3 (versão Director’s Cut) 11/03/10 (JP, Ásia, COR), 26/04/13 (EUR), 30/04/13 (EUA), 08/05/13 (OCE), 14/08/13 (EUR, Gold Edition), 04/09/13 (EUR, relançamento), 2014 (América do Sul, Favoritos), 12/03/15 (JP, Complete Edition), 24/11/15 (EUA, Classified Edition), 01/12/15 (EUR, Classified Edition) 360 (versão original) 17/02/10 (EUA), 11/03/10 (JP), 29/10/10 (EUR), 05/07/11 (EUR, versão digital), 13/09/13 (EUA, versão digital) XONE (versão original) 02/11/17 (Xbox Store, extinta) |
Também incluso na(s) compilação(ões):
| N.A. |
Quem jogar este também poderá gostar de:
(Em vermelho, os jogos que já revisamos – se não estiver linkado, ainda não foi “upado” no novo blog.)
Fatal Frame (PS2)
Resident Evil 4 (AND/GC/PS2/SWI/XONE)
Silent Hill (PS)
| NOTA(S) |
(Cada escore é uma média dos principais portais de games na web e revistas antigas quando for o caso, e também engloba a opinião dos gamers visitantes, além da crítica especializada; não necessariamente reflete meu ponto de vista sobre o jogo.)
7.1
| ESTE JOGO É PRA… | |
| ( ) passar longe | ( ) dar uma jogadinha de leve |
| (X) dar uma boa jogada | ( ) jogar freneticamente |
| ( ) chamar a rua toda pra jogar | ( ) uma incógnita |
| (X) tipos específicos de jogador.Quais? | |
- Apreciadores de uma narrativa (ainda que de suspense) mais calminha, que não olham para o relógio quando o assunto é se divertir;
- Quem acha que o segredo está nos detalhes.
| FAIXA DE VIDA ÚTIL ESTIMADA | De 25h a 33h. |
THIS IS, EXCUSE ME, A DAMN FINE CUP OF COFFEE!
Na época dos previews de Deadly Premonition, acompanhei com muito interesse e assiduidade cada coisa, cada novo trailer que saía a respeito, incluindo o exibido na Tokyo Game Show 2007. Instantaneamente passou-se aquela vibe de cópia de Twin Peaks (até nos mínimos detalhes, como no louvor despudorado a um bom café preto)—e mais: no gênero survival horror. Sendo o fã de Silent Hill que sou, era tudo de que precisava para me empolgar. E, após o game lançado, não pude evitar de me sentir mais e mais intrigado a cada passo.

Wrapped in plastic!
I AM THE FBI / HOW’S ANNIE?
Você é o agente do FBI Francis York Morgan, uma espécie de eufemismo para Dale Cooper. E assim como Dale Cooper Francis se dirige a uma cidadezinha chamada Greenvale a fim de investigar o assassinato de uma jovem, Anna, só mais um de uma cadeia iniciada por um serial killer. A cena introdutória mostra irmãos gêmeos descobrindo um corpo mutilado dependurado numa árvore. Você toma o controle do agente numa espécie de black lodge ou velvet room recoberto(a) por folhas vermelhas outonais, e não demora muito até que monstros extra-dimensionais apareçam para persegui-lo após uma clássica batida de carro (replicando o prólogo de Silent Hill 1).

Os habitantes de Greenvale são obviamente tipos esquisitos. E você se perguntará por que o agente York, na mesma pegada, tem um amigo imaginário chamado Zach com quem adora entabular conversa (nah, todos sabem que é o Roy Campbell de Metal Gear Solid, na verdade). É concedida grande liberdade para caçar pistas na cidade, ou em vez de progredir na main plot simplesmente participar de side quests e minigames como corrida ou pescaria. Há uma engine de passagem do tempo embutida no jogo. Detalhes curiosos como ver a barba do protagonista crescer se você não parar para se barbear com o decorrer dos dias ou moscas sobrevoarem-no caso sua roupa não seja trocada (asseio é fundamental!) são impressionantes até mesmo para a atual geração de consoles, pois não vimos nenhum Grand Theft Auto ou Red Dead Redemption fazerem o mesmo.

A versão mais conhecida de Deadly Premonition, The Director’s Cut (PS3/PC) tem material extra: novas cutscenes e diálogos e correções de bugs com que os usuários de Xbox 360 sequer poderiam sonhar. CURIOSIDADE: Até o Nintendo Switch ganhou uma conversão, mas o título é Deadly Premonition Origins.
I FEEL LIKE I KNOW HER, BUT SOMETIMES MY ARMS BEND BACK
Os controles são algo no meio do caminho entre os Resident Evil antigos (a trilogia clássica de PSX) e os Resident Evil modernos (a partir do 4, que revolucionou a série com sua câmera acima do ombro e o abandono dos tank controls). Não existe um analógico dedicado à rotação da câmera em 360 graus, e não é possível caminhar enquanto saca ou recarrega armas. Graficamente, estamos nalgum limbo misterioso entre os anos finais de PS2 e os iniciais de PS3, com texturas pobres para a época, o time desenvolvedor havendo preferido focar no essencial (storytelling e ambientação). Dignas de estranhamento e/ou comicidade mesmo são algumas expressões faciais, principalmente a do agente York quando tenta sorrir.

Uma bela porção do game se dá dentro do carro de York Morgan. A cidadezinha é pequena mas é realista: maior do que um mundo virtual deixa entrever. Portanto, a dirigibilidade do veículo é considerada de suma importância para se locomover entre localidades de importância. Antes da versão do diretor este era um dos aspectos mais criticados, conquanto muitos gamers não ligavam para os controles destrambelhados, uma vez que são sessões que não necessitam mesmo de precisão, não havendo combate a inimigos nem nada do tipo, apenas a conexão entre episódios realmente significativos da jornada. O carro dá a sensação de ser muito leve e escorregadio, sem tração—muito embora até as estradas sejam mais largas como que para compensar esse defeito congênito. No geral, nada que me incomode, mas suponho que seria contra-indicado incentivar a Access Games a produzir jogos de corrida!

Na realidade York tem uma chave-mestra que o habilita desde já a pilotar qualquer carro de patrulha à disposição no condado, então você trocará muito de veículo, até porque ele pode se degradar, embora uma ida ao lava-rápido (!) deixe-o zero bala. Também é possível dirigir um SUV, mas a sensação continua igual nos comandos. E, por mais que dirigir não seja uma ação de luxo, os desenvolvedores encontraram tempo para incluir pequenos detalhes como limpador de pára-brisa, farol alto e que tais. É factível até dar seta e buzinar (talvez uma referência a Audrey HORNe?), embora você não encontre propriamente trânsito e, portanto, qualquer utilidade em executar os gestos. A única preocupação real com o carro deve ser quanto ao combustível. Conforme o jogador avança, modelos menos beberrões de gasolina serão compráveis.

Há poucos tipos de inimigos em Deadly Premonition. O principal deles será uma espécie de fantasma (híbrido entre os manequins de SH e os espectros de Fatal Frame). Eles não são desafiadores, mas é mais astuto, maioria das vezes, seguir em frente suportando dano ou fugir do que tentar encarar toda a tropa. Primeiro porque sua velocidade é mais elevada (se bem que os fantasmas possam teletransportar-se… acontece que nunca o fazem quando estão num raio de alcance bem próximo do usuário!). E depois porque até as ofensivas deles são lentas e espaçadas entre si, causando, é verdade, mais dano que seus tiros, mas seus tiros sendo bem mais rápidos. Os raros fantasmas armados têm mira excepcional, porém não usam suas armas com a mesma freqüência que você pode fazê-lo. Em terceiro lugar, em alguns dos enfrentamentos haverá uma grande mancha negra de onde brotarão infinitos inimigos, pouco adiantando plantar-se e destruir um por um. Por fim, o quarto fator que torna esses confrontos fáceis e dão preferência à tática da fuga é que há zero coordenação e trabalho de equipe por parte desses zumbis descarnados!

Além da life bar tradicional há uma barra de cansaço. Ela é preenchida tomando-se café ou dormindo. Se ignorar pra valer esses recursos e tiver a barra drenada, seu life também começará a expirar devagar. Há ainda uma barra de fome, exigindo parar para refeições em estabelecimentos da cidade ou então estocar e consumir marmitinhas ou lanches instantâneos no meio da ação a céu aberto. Um local a ser visitado amiúde pelo gamer será o Panda Bear, para comprar armas e munição.

As seções mais chatas incluem QTEs, no entanto a janela para a execução do comando é generosa (um segundo, pelo menos na versão do diretor). As partes mais interessantes ficam para puzzles ou investigações em larga escala propriamente ditas. Felizmente, morrer não gera quase punição alguma mesmo diante do fracasso nos QTEs, posto que será possível recomeçar do trecho imediatamente anterior.

WOW BOB WOW
Algo que irritava os jogadores da versão original era a música se sobrepor ao volume das falas em cutscenes importantes, defeito corrigido na Director’s Cut. A trilha sonora é impressionante e cinematográfica, na mesma linha de suspense, intriga e surrealismo de Twin Peaks, fator elogiadíssimo por todos.

MY LOG HAS A MESSAGE FOR YOU
Esse game recebeu muita pedrada por seus gráficos, jogabilidade “fora da casinha” e pelo preço inicial de 20 dólares, o que parecia significar que ele não podia ser bom. Mas os anos olharam com justeza para um clássico perdido da era X360, disponível ainda a preço módico na Steam, e com melhoras significativas, de desenvolvedores novatos e criativos que decerto aprenderam muito com a experiência. Só ignore a IGN (Erik Brudvig deu nota 2 para a versão original!—é verdade que para a Director’s Cut 3 anos depois outro resenhista aumentou 5 pontos…) e seja feliz!
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Lista de agradecimentos pela cessão de imagens e informações:
GAMEFAQS:
DeathlySick
DandyQuackShot
VampireHorde
falayyou01
AYB1882
Myviewing
HailToTheGun
KFHEWUI
red_daysleeper
versão 1
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