PÍLULAS DE REVIEWS #74
o que é uma pílula? vários micro-reviews tematicamente relacionados numa só página ou um review único de menos de 800 palavras!
obs: nós não seguimos o acordo ortográfico lusitano de 2009!
Arcade & PlayStation

Bloody Roar
Bloody Roar: Hyper Beast Duel (EUR)
F I C H A T É C N I C A
Developers Eighting / Raizing / Namco
Publishers Sony / Hudson / Virgin
Estilo Ação > Luta > 3D
Datas de Lançamento 31/10/97 (EUA); 06/11/97 (JP); 03/98 (EUR); 14/10/99 (JP-PlayStation The Best); 30/04/08 (JP-PSOne Classics); 20/08/09 (EUA-PSOne Classics)
NOTA
7.9
Este jogo é pra…
( ) passar longe (X) dar uma jogadinha de leve ( ) dar uma boa jogada ( ) jogar freneticamente (X) chamar a rua toda pra jogar (X) um tipo específico de jogador. Qual? Aqueles que já detonaram os fighters de primeira linha do PS1; o gamer casual; amantes da agilidade em detrimento da técnica lapidada; fãs de animais ferozes. ( ) incógnita
Vida útil estimada: 13h20
NOTA: Maioria das ilustrações é da versão de Arcade, batizada de Beastorizer.
Um jogo de luta do PlayStation. Bastante comum. Um jogo de luta com meios homens, meios animais: os resultados da busca já se tornam bem específicos. Mas jogo de luta da Hudson, temo que só Bloody Roar! O que esperar dessa incursão inusitada?


Os personagens – além de escassos – tendem a ser muito homogêneos na forma humana. Mas no Beast/Rage Mode é que o bicho pega e bota pra capar, literalmente falando! Alguns são bem-balanceados, como o queixudo Yugo-Lobo. Mitsuko, a Mulher-Javali (Urso, em algumas fontes), é grandona, lenta, poderosa. Alice, a Coelho e surpreendente última chefe, é uma fêmea fraca e muito lépida. Ou seja: nada que fuja dos estereótipos-bases do gênero.



Você tem soco, chute, guarda e “transformação” (apenas no momento indicado) alocados para cada um dos 4 botões frontais do seu Play. L e R são dedicados a side steps e movimentos de agarrão. E embora o foco da engine esteja mais no mashing caótico do controle que na finesse no manejo, há muito que pensar na definição tática do seu momento de transformação em besta. A barra mais importante depois da de vida é o beast gauge, que desde o começo da luta vai enchendo devagarinho. Você pode se manter conservadoramente como humano, até que o medidor encha e o personagem animalize, permanecendo como fera por mais tempo (o que é hipotético, já que quanto mais se apanha na forma animal, menos tempo se tem como seu alter ego); ou pode acelerar a transformação, partindo para cima do adversário e emendando golpes, a fim de arriscar tudo numa metamorfose precoce, e mais efêmera. O bacana de devir animal, além do novo visual felpudo, é que os golpes simples tiram mais energia, e além disso os combos definitivos do game ficam finalmente ao alcance. Como cada magia também “come” da barra de beast – e as mais destrutivas comem porções maiores –, tudo em Bloody Roar parece se compensar, caracterizando-se como faca de 2 gumes…


Só 8 lutadores é que é dose…
Graficamente, Bloody Roar está nos mesmos patamares de Tekken 2, ou seja, está-se a meio-caminho das capacidades totais do console. As imagens denunciam, atualmente, modelos repelentes e quadradões de personagens, mas a movimentação, que não pode ser flagrada nessas pics, deixa o espetáculo mais belo. Os ringues são rodeados por paredes, o que possibilita, à Fighting Vipers, encurralar o adversário e aumentar o dano, destruindo o cenário. Após a queda das muralhas limítrofes, o ring out torna-se uma possibilidade (Virtua Fighter). Por óbvio, Bloody Roar 2 supera esta prequel no emprego dos polígonos, mas o mais importante, a gameplay, quase não muda.



Quanto aos estilos de combate em si, o game oferece 1) o Rave mode, que considero inútil. A única coisa que muda é mais velocidade para sua forma bestial enquanto segurar Triângulo, só que o recurso é duvidoso, já que drena sua barra ainda mais rápido; fique com o 2) KISS (Keep It Simples, Stupid! — pior que esse nome é sério!!) mode, que não vem com essas frescuradas…
O Story mode é perfunctório e apresenta endings meio vagos para cada um dos 8 disputantes. O charme aditivante do CD recai sobre os extras destrancáveis: uma porção de novas opções como o modo gore (mais sangrento), a remoção das paredes, personagens cabeçudos ou em suas versões criança e a perspectiva em primeira pessoa (copiando Bushido Blade).

Rafael de Araújo Aguiar é sociólogo não-praticante e um tanto apaixonado pela forma velha de se programar jogos
Lista de agradecimentos
mobygames
honestgamers
meristation.com
Revista Joystick
Revista GAMERS Nº 25
GameFAQs:
falsehead
GL
KasketDarkfyre
Crawford el Diablo
versão 3 – 2014, 2016, 2025.
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