pílulas de reviews rafazardly #58
o que é uma pílula? vários micro-reviews tematicamente relacionados numa só página ou um review único de menos de 800 palavras!
obs: nós não seguimos o acordo ortográfico lusitano de 2009!
PlayStation

Tony Hawk’s Pro Skater 4
F I C H A T É C N I C A
Developer Vicarious Visions
Publisher Activision
Estilo Esporte > Skateboarding
Datas de Lançamento 23/10/02 (EUA)
NOTA
8
Este jogo é pra…
( ) passar longe ( ) dar uma jogadinha de leve (X) dar uma boa jogada ( ) jogar freneticamente (X) chamar a rua toda pra jogar (X) um tipo específico de jogador. Qual? Viúvas do PlayOne: AGORA! ( ) incógnita
Tony Hawk’s PS 4 é um pouco diferente dos seus antecessores. O esquema de 2 minutos numa fase qualquer para cumprir uma missão ou missões, reprisado com cada um dos skatistas disponíveis, foi substituído por uma espécie de career mode mais amplo em que diferentes skatistas podem se revezar para atingir os objetivos do jogador. De começo, você está em free skate mode, perambulando pelos pipes, corrimões e quaisquer outras quinas ou objetos, sem compromisso algum; ao vislumbrar um “goal marker” você pode iniciar uma missão cronometrada (de quantos minutos, vai depender do que é exigido, indo do mais ridículo a manobras quase impossíveis!). Cumprir boa parte das missões num nível abre outras arenas. Outro acréscimo foram as manobras estendidas de lip e grind, o que facilita a acumular milhares de pontos extras.

Como é um jogo de 2002 para PlayStation, temos de ser cautelosos na sua avaliação técnica. Obviamente, estamos no teto das capacidades do aparelho, o que hoje não é dizer muito, e que já havia sido alcançado no ano de 2000, num chute aproximado. A expressão facial dos skatistas e as animações de queda parecem ter melhorado em relação às versões 2 e 3, embora eu não esteja 100% seguro disso, pois teria de rejogar todas as versões para fazer uma comparação exaustiva, e ainda assim correria o risco de errar, já que sou extremamente apegado aos dois primeiros Pro Skater, tendo passado muitas horas desvendando seus segredos. Alguém disse que não tem sangue nesse jogo, e que esse corte veio sob medida para quem odiava o “ketchup” malfeito de THPS2, mas eu não consigo lembrar de tais detalhes, em nenhum dos dois games! Talvez porque a imagem não seja tão fundamental, sobretudo nesse estilo de jogo cuja gameplay vicia tão rápido. Glitches (quebras de polígonos) nos corners e proximidades de paredes, com interpenetração e transparência de objetos opacos são comuns na era 32 bits e dão as caras aqui, apesar dos esforços da Activision.


O jogo conta com 16 músicas. Somente 9 estão habilitadas de início. O jogador deve encontrar CDs escondidos nos estágios do career mode para destravar as restantes. A seleção mudou bastante em relação à levada punk dos primeiros tempos, abrindo espaço para bandas cult e obscuras, mas reservando ainda cadeiras cativas para grupos clássicos e mainstream como AC/DC e System of A Down. O que tira um pouco a graça é que letras que contêm palavrões foram censuradas… Quanto aos efeitos sonoros, o mais constante é o atrito das rodinhas com o concreto, a grama ou qualquer outro terreno. Quebrar vidros é uma das ações mais divertidas, já que o som deixa a estripulia bem convincente. Seguem os tradicionais “oomph” dos skatistas quando se estabacam no chão (foi por acidente, ou você fez intencionalmente?). Uma terrível supressão, provavelmente por falta de espaço na mídia CD, foi a de gritos da torcida (vaias, aplausos) nas competições, um dos toques mais bacanas da trilogia inicial.

THPS4 começa bem simplezinho, a ponto de uma prima minha de 7 anos não ter tido dificuldades para destravar dois cenários. Mas há sempre uma ou 2 goals absurdas mesmo nessas primeiras fases. E a exigência vai crescendo. Na reta final, até mesmo as goals mais simples de cada arena serão de fazer cair o cu da bunda, com o perdão da expressão! Se bem que veteranos da série não terão learning curve alguma: já iniciarão sabendo muita coisa, bastando aprimorar-se. Há ainda os fantásticos duelos entre dois jogadores com várias submodalidades e um editor de arena e de skatista (o primeiro é particularmente interessante; o segundo, limitado).

Rafael de Araújo Aguiar é sociólogo e um tanto apaixonado pela forma velha de se programar jogos
Lista de agradecimentos
Karpah, agentblue00, EOnNz, LiquidMetalSJP do gamefaqs.com
mobygames.com
versão 2 – 2013; 2025.
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